“Nossa atitude foi normal”, diz policial sobre repercussão de fotografia

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Atualizado há 9 anos

Foto: Ali Brosly Khreiss
Foto: Ali Brosly Khreiss

Era um dia tranquilo de trabalho. Até que, uma foto aconteceu. E não foi uma foto qualquer, foi o registro de um policial militar trabalhando muito, embaixo de chuva forte, na organização do trânsito que ficou conturbado depois de um sinaleiro quebrado no centro de União da Vitória. O registro da imagem que já é emblemática, foi feita e compartilhada na rede social pelo árabe, Ali Brosly Khreiss.

Em sua conta, o visitante que passava pela região, escreveu, em um Português de fácil entendimento, que toda a cidade deveria aplaudir o gesto de Douglas Isaias Dalpra, policial há cinco anos. A foto ‘viralizou’ e logo, chegou até o próprio Dalpra. “Confesso ter ficado abismado com tal repercussão, até por que agi, junto de minha parceira de serviço, assim como gostaríamos que agissem conosco, caso estivéssemos na posição inversa. Tudo ocorreu de forma natural, e graças a Deus, nenhum acidente ocorreu no local. O mundo vive em uma fase individualista, onde cada qual se preocupa apenas consigo, e o fato de estarmos na chuva “ajudando ao próximo” causou comoção, entendo eu. Vejo nossa atitude como normal, até porque como policiais, fizemos um juramento de defender à todo cidadão, mesmo que pra isso custe a própria vida, e não nos arrependemos pela atitude tomada. Agradecemos imensamente pela repercussão positiva difundida”, avalia o militar.

No dia da foto, Dalpra e a colega, Fernanda Tremba, estavam em serviço na Operação Natal. “Tudo transcorria tranquilamente, até que em determinado momento começou a ventar, ocasionando na quebra do semáforo da esquina da Avenida Manoel Ribas com a Rua Carlos Cavalcanti. Observando ter elevado fluxo de veículos e visando inibir um possível acidente que poderia ocorrer no local pelo déficit de sinalização, eu e a colega optamos por auxiliar no trânsito local, até que o semáforo voltasse a funcionar. Ocorre que durante esse auxílio, começou a chover com granizo e ventos fortes, gerando tal foto”, lembra Dalpra.

Sim, foi um gesto normal, mas para os padrões de hoje, onde as pessoas estão acostumadas com atitudes corruptas ou do ‘tanto faz’, ela acabou crescendo no conceito de toda a comunidade. Aos militares, a moral foi revigorada por conta do reconhecimento – algo bem incomum no País. “Toda profissão tem seus prós e contras, e na polícia não é diferente. O que nos impulsiona a vestirmos diariamente nossas fardas, sem saber se voltaremos ao seio familiar é muito mais que um salário ou então ego, é vocação e sacerdócio. Sou realizado na profissão escolhida e hoje não me vejo trabalhando em outro ramo, que não o de ajudar pessoas. É gratificante ver pessoas reconhecendo nosso trabalho, embora não a instituição policial militar à qual faço parte”, sorri.

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