Número de produtos diet e light aumenta nas prateleiras dos supermercados de Porto União e União da Vitória

Os alimentos estão presentes em mais de 35% dos lares brasileiros, segundo a Abiad

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Atualizado há 14 anos

Produtos sem açúcar. (FOTO: Wannessa Stenzel)

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos (Abiad), os produtos diet e light estão presentes em mais de 35% dos lares brasileiros. De acordo com a associação, o consumo só aumenta: desde 1998 para cá o crescimento foi de 800%. Em Porto União e União da Vitória não é diferente. Consumidores buscam diariamente novidades dos alimentos nas gôndolas dos supermercados.

Pesquisa
Uma pesquisa de mestrado realizada na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) revela que a maioria dos pacientes com diabetes mellitus tipo 2- que significa uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal da glicose ou açúcar no sangue, não sabe a diferença entre alimentos diet e light. A pesquisa diz ainda que “os idosos usam mais adoçantes e menos açúcar que os adultos, e as mulheres levam mais o adoçante ao saírem de casa e se dizem mais preocupadas com a quantidade consumida do que os homens. Entre os atendidos no nível primário, o hábito de leitura de rótulos é mais frequente, mas no secundário existe uma preocupação maior com a quantidade de adoçante utilizada.”

Diet e light
Quem responde sobre os produtos é a nutricionista em Porto União e União da Vitória, Juliana Pasqualin. Sua atuação é em uma cozinha industrial. A nutricionista reconhece ser de extrema importância que a comunidade saiba as diferenças entre uma versão e outra. Segundo Juliana, um produto que leva a nomenclatura de diet é um produto que em sua composição é isento de algum componente da sua formulação. O mais comum é o açúcar, mas também pode ser de sódio e gordura. Nesses produtos, o açúcar é substituído por outra substância que dá o sabor doce ao alimento. Apesar de não fazerem mal ao diabético, essas substâncias contém calorias.
Os consumidores de produtos diet normalmente apresentam condições metabólicas ou fisiológicas específicas. Precisam de alimentos especialmente formulados, que eliminam ou substituem algum componente como o açúcar (diabéticos), e o sal (hipertensos).
Já o termo light pode ser utilizado em produtos que tenham baixo ou reduzido valor energético ou valor nutricional.

Dados da revista Veja, que podem ser acessados no endereço eletrônico http://veja.abril.com.br, dizem que os alimentos light devem ter no máximo 40kcal/100g em produtos sólidos. No caso de bebidas, a proporção é de até 20kcal/100ml ou a redução mínima de 25% em termos de calorias, em comparação com produtos similares convencionais. O produto ao qual o alimento é comparado deve ser indicado no rótulo.
Geralmente são as pessoas saudáveis que buscam produtos com menos calorias ou com quantidade reduzida de algum nutriente, em comparação com o mesmo alimento em sua fórmula convencional. Esses alimentos são recomendados, por exemplo, em dietas para perder peso.

Mito
O termo light é mais usado por ser mais aceito pela população, já que as pessoas no termo diet pensam que é somente produto para diabético.

Consumidora consciente
A dona de casa Idinete Ferronato afirma estar sempre de olho no rótulo dos produtos diet e light. Os alimentos são levados para dentro da casa da moradora do bairro São Sebastião há dez anos, ou seja, desde a descoberta da Diabete tipo 2. Idinete passou então a ter uma dieta controlada.

 

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