Por Mariana Honesko

O Corpo de Bombeiros de União da Vitória ainda não atingiu sua total independência. Por enquanto, a unidade precisa do apoio de Porto União para atingir o status desejado desde sua inauguração, há mais de 90 dias. Mas, muito mais que falta de estrutura física, a unidade em União ainda precisa de ajustes em detalhes pequenos mas fundamentais para o trabalho. O principal é a linha de emergência, o 193.
Depois de ficar um mês sem qualquer comunicação própria e dependendo da comunicação via rádio, de Porto União para União, para o recebimento dos pedidos de ajuda, a unidade vive dias mais confusos. Conforme os militares, a instalação do 193, feita em uma negociação da prefeitura com a empresa OI, é parcial. O número só está disponível para quem liga de orelhões ou de telefones fixos. Quem usa estes dois mecanismos, será atendido por um militar de União da Vitória. Mas, se o pedido for de União e feito de um celular, o 193 “cai” em Porto União. Nestes casos, o bom e velho radio volta a ser usado. “Já estamos usando com menos frequência, mas ele é muito importante ainda”, dizem os militares.
Importante e indispensável. Nas situações mais sérias, os bombeiros de União precisam do respaldo do comando vizinho. Por ainda não disporem de aparelhos próprios, ocorrências mais graves dependem de auxílio. É o caso dos acidentes com vítimas presas em ferragens. União da Vitória não tem desencarcerador. Porto União sim. A troca de favores segue sendo a principal da cartilha da nova guarnição.
Embora seja de responsabilidade do Estado, a contratação do número telefônico cabe à prefeitura. No começo de outubro, o secretário de Administração, Eraldo Antônio de Castro, confirmava o pedido de instalação feito para a Oi há 60 dias.
Entenda como funciona
193
A ligação “cai” em Porto União quando feira de um celular. A ocorrência é informada por rádio aos militares de União da Vitória. Quem está em União e liga de um fixo para a chamada de emergência, será atendido por um militar de União da Vitória.
3523-6808
É o número fixo do Corpo de Bombeiros. No fixo, ligações “à cobrar” são aceitas