
As obras de padronização de calçadas e a tão polêmica retirada dos canteiros na Avenida João Pessoa, em Porto União, teve início em novembro do ano passado. Na ocasião o canteiro com grama, que divide as duas vias da Avenida, foi retirado e deu espaço para concreto e um gradil de um metro de altura. Na época alguns moradores reclamaram e disseram que a cada momento falta mais “verde” no bairro. Contudo, conforme a Secretaria de Planejamento, a mudança foi necessária para que pedestres e motoristas utilizassem da maneira correta a via. “Agora quem caminha por lá, e até quem passa de caminhão, sabe que no final de cada grade tem uma faixa elevada e só pode passar por lá”, disse Cláudio Tilgner.
No entanto nem todo o gradil foi instalado. Das cinco quadras, quatro foram concluídas. A última, que fica logo na entrada do bairro, está sem a grade de proteção. Em publicações de O Comércio feitas entre outubro e dezembro do ano passado as informações repassadas eram de que o prazo para finalizar a obra acabaria no final do ano. Sobre esse atraso Tilgner comentou que a empresa responsável pela instalação está com problemas para receber o material. “Informaram que teve um atraso, por isso a demora.”
Ainda segundo o secretário a empresa é terceirizada pela empresa Kerber – responsável pela colocação das calçadas padronizadas – que está conveniada com a Administração até o final deste ano. Nesse período, segundo ele, o cronograma de obras pode ser prorrogado.

As mudanças na João Pessoa fazem parte da primeira etapa de um “pacote” de obras para a acessibilidade. Esse pacote tem duas etapas, a segunda já está sendo realizada no Bairro Santa Rosa. Por lá, na Rua Helmutt Müller, as calçadas estão sendo trocadas por pavimentação padrão.
INVESTIMENTO
O projeto nos canteiros conta com recursos do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam), do Governo Estadual. É o mesmo “patrocinador” das obras de acessibilidade das calçadas. O pacote, aplicado entre a João Pessoa e a rua Miguel Francisco Forte, garante investimento de pouco menos que R$ 400 mil. A empresa Kerber Pré-moldados executa a ação.