Ocupação planejada faz bem e é obrigatória

Novo Código Florestal exige apresentação do documento. Paraná deve terminar proposta antes do prazo sugerido pelo Governo Federal

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

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Encontro discutiu planejamento, ocupação organizada e exploração do potencial de cada região. (Foto: Mariana Honesko).

Nessa sexta-feira, 25, União da Vitória foi palco da última etapa das oficinas institucionais do Zoneamento Ecológico-Econômico do Paraná. A discussão ocorreu no auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e reuniu especialmente profissionais ligados às áreas e órgãos de defesa do meio ambiente. A iniciativa é do Instituto de Terras Cartografia e Geociências (ITCG), do governo estadual. Antes da cidade, outros dez encontros ocorreram em municípios paranaenses.

A realização das oficinas atende o que diz o novo Código Florestal do país, regulamentado em 2012, que sugere a apresentação pública dos resultados das pesquisas dos técnicos bem como o estudo do potencial de cada área, de cada estado. “O trabalho está relacionado com relevo, solo, clima, tipos de uso dos recursos em cada região. A combinação disso mostra o potencial de cada lugar”, explica o técnico científico do projeto, Jurandir Luciano Sanches.

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Amilcar Cabral

O Paraná é um dos líderes em execução da proposta. A Lei obriga a apresentação do plano em cinco anos. O estado prevê o encerramento bem antes disso. É provável que até outubro, conforme o ITCG, o zoneamento esteja apto para aprovação Federal. “O Paraná deve ser um dos primeiros estados do país para concluir o trabalho. O zoneamento da faixa litorânea está concluído e no restante do estado, estamos com oficinas e estudos, já bem avançados”, afirma o diretor-presidente do ITCG, Amilcar Cabral.

De maneira prática, o trabalho promove um conhecimento mais profundo sobre as áreas ocupadas ou ainda livres, de cada região. “O zoneamento não é só um instrumento de planejamento do Estado, mas serve para os municípios e para o mundo empresarial, que tem interesse no planejamento de um negócio ou de investimento de políticas públicas que devam ser elaboradas a partir disso”, lembra Cabral.

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Jurandir Luciano Sanches

Com o mapa em mãos, por exemplo, será possível definir o que é e o que não é bom para determinada região. O que é interessante para o litoral, por exemplo, pode não ser para municípios longe da praia. O inverso é idêntico: plataformas ideais para áreas de plantação podem não ser interessantes para terrenos à beira da maresia.

Mesmo com planejamento, a organização do projeto sabe que alguns erros são irreversíveis. “Num estado completamente ocupado tiveram muitos erros de ocupação mas que ainda podem ser resolvidos. Tudo isso vai de políticas públicas de governo, aplicadas depois”, reforça Sanches.

Entenda o zoneamento

Ele integra informações ambientais e socioeconômicas por meio de estudos específicos e elaboração de mapas para a definição de zonas com características distintas, indispensáveis para planejar a ocupação racional do espaço geográfico e o uso sustentável dos recursos naturais. Os dados fornecidos durante as oficinas vão ser incorporados no conjunto do trabalho.

A zona Centro Sul do Paraná, onde está União da Vitória, tem como característica principal a mescla de atividades do setor primário. Pecuária, agropecuária e silvicultura aparecem muito próximas. É diferente, por exemplo, de regiões que tem apenas ou em grande escala, a plantação de grãos. Na região de União, a união de pequenas e grandes propriedades com culturas diferentes, aparece no mapa.

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