
As cidades de Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Apucarana, Arapongas, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Matinhos, Santo Antonio da Platina, Telêmaco Borba, Toledo, Umuarama e União da Vitória contaram na manhã dessa quinta-feira, 20, com a presença da Polícia Federal (PF) que deflagrou, em parceria com o Ibama, a operação “Iguaçu – Água Grande”.
Nas cidades foram cumpridos mandados de busca e apreensão – em um total de 30, referente a apreensões relacionadas a casos de poluição no Rio Iguaçu. A intenção é identificar a responsabilidade criminal pela poluição do rio.
Sanepar
De acordo com a PF, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) é o principal alvo de fiscalizações, vistorias e coleta de material para análise laboratorial.
De helicóptero e de barco
A PF declarou para a imprensa que as equipes, desde 2009, percorreram de helicóptero e de barco mais de 15 mil quilômetros ao longo do leito do Rio Iguaçu, realizando coletas e análises laboratoriais, que foram encaminhados principalmente à Unicamp.
No Jornal Gazeta do Povo
O jornal Gazeta do Povo, já na tarde de ontem, publicou reportagem intitulando o seguinte: PF classifica Sanepar como “empresa de fachada”.
Segundo o delegado Rubens Lopes da Silva, a companhia cobra dos usuários pelo tratamento de esgoto, mas não executa os serviços.
As investigações apontam que todas as estações da Sanepar atuam de forma ilegal no estado. Por conta disso, a PF vai indiciar 30 gestores da empresa por estelionato. A PF também apontou a Sanepar como “a maior poluidora do Rio Iguaçu”.
As investigações revelam que 20% das estações de tratamento de esgoto da companhia atuam clandestinamente: elas sequer existem juridicamente e funcionam sem licenças de operação. Segundo a PF, a companhia lança os efluentes em cursos d’água sem qualquer tratamento, em “clara agressão ambiental à coletividade, à fauna e à flora”.
Sanepar
Nossa reportagem entrou em contanto com a Sanepar, escritório de União da Vitória, e conversou com o gerente da empresa, Bolívar Luiz Menoncin Júnior, que afirmou não ter autorização para se pronunciar sobre o assunto.
Pediu que entrássemos em contato com o assessor de imprensa da empresa em Curitiba, Flávio Costa. A primeira conversa com o Flávio aconteceu às 10h30. Ele pediu para que retornássemos perto do meio dia para posteriores esclarecimentos. A ligação não obteve nenhuma informação.
No meio da tarde de ontem entramos em contato novamente com Flávio. Quem nos atendeu foi Ivanilde, também da assessoria de imprensa. Ela afirmou que a empresa promete se pronunciar. Até o fechamento desta edição, nada foi declarado.
(Fotos Sanepar: Wannessa Stenzel)