Por Mariana Honesko

A Páscoa está batendo à porta e, com ela, uma chuva de opções e uma variedade considerável de preços. Mas, mesmo com ofertas estampadas há pelo menos 15 dias na rede supermercadista, os consumidores estão mais comedidos. Por enquanto, a visitação é motivada pela pesquisa de preços. No entanto, não há cálculo para mágicas: quem quer presentear com ovos de chocolate, vai precisar mexer no bolso. Os preços são caros e pouco variáveis de estabelecimento para estabelecimento. “Na comparação em quilo, o ovo se torna caríssimo”, aponta o empresário Solimar Haiduk, do Supermercado Dukelli.
Na ponta do lápis, o encontro desta informação é fácil. Um ovo da Garoto, por exemplo, de 250 gramas, é vendido por R$ 21,95. Uma caixa de bombom da mesma marca custa R$ 7,99, com 400 gramas. Da Lacta, há versões mais caras, onde ovos de 500 gramas são vendidos por R$ 45,90. Da Nestlé, um ovo de 700 gramas pode ser encontrado por R$ 50,70. A Arcor aposta em preços mais modestos e, na prateleira, é a única com um maior número de versões com brinquedos. A popular Tortuguita, por exemplo, “abraça” ovos de 100 e 150 gramas em versões de mochila e headphone, este, contudo, um pouco mais caro.
Para Haiduk, a onda mais tecnológica e versátil das fabricantes, é uma tentativa para o aumento das vendas. Aos olhos do empresário, o chocolate, banalizado pelo livre e constante consumo, obriga a criação de novas estratégias. “A indústria agrega algo em cima do ovo para vender mais e cobrar melhor também”, avalia. Em sua empresa, essa suposta banalização fez cair a venda, especialmente há quatro anos, quando a data injetava até 30% na economia do empreendimento. “Hoje chegamos aos 15 apenas”, diz.
Quem visita os supermercados olha, confere o preço, mas não leva. A dona de casa, por enquanto, ficou só na sessão de frios. “Vou deixar para mais perto da data, mas já vejo que os preços subiram do ano passado para cá”, sorri Pedrina dos Reis. A agricultura Maria Gabikc veio de Nova Galícia, interior de Porto União, para as compras. Mas, os chocolates ainda estão em sua lista de prioridades. “Hoje é só pesquisa de preço mesmo”, indica.
Mesmo não movimentando como gostariam os empresários, conforme a Câmara dos Dirigentes Locais (CDL), a expectativa é de que o crescimento seja de até 15% em relação ao ano passado. O comportamento de compra tardia também deve ser idêntico. Por isso, ofertas mais perto da data devem ser lançadas.
Além dos supermercados e outras casas comerciais que vendem o chocolate – há versões mais simples nas casas populares e únicas nas casas de artesanato, por exemplo – outros segmentos, como as lojas de vestuário e calçados, também devem ter “ganhos” com a data. “Quem não come chocolate, pode fazer uma troca”, indica o presidente da entidade, Luciano Karpovisch. De modo geral, o mês de abril deve ter aumento nas vendas de 7% em relação aos outros meses. Além do clima, a quitação de dividas favorece novas compras.

A geração de empregos não segue a tendência nacional, que incrementa o número de vagas, especialmente na região Sudeste. Para o presidente da CDL, o tamanho das Cidades Irmãs e a curta duração da Páscoa não estimulam as contratações. “É diferente do Natal, que exige mais tempo, tem mais gente no atendimento, no setor de pacote de presentes e uma época mais longa, de 20 dias pelo menos”, pontua Karpovisch. “A Páscoa e o Dia das Mães tem um importante aumento nas vendas, mas as contratações não mudam muito”, endossa.
Peixe à venda
Além do chocolate, outros produtos alimentícios são observados com mais atenção pelos consumidores. A batata e o bacalhau, por exemplo, também podem sofrer variações. No caso dos peixes, quem prefere optar por outras versões encontra boas alternativas nas feiras agrícolas, disponíveis nos dias 16, 17 e 18, em 16 pontos de União da Vitória. Em Porto União, também haverá feiras e na sexta-feira, há opções na Feira Municipal, atrás do Terminal Urbano de Passageiros.
