
Por volta das 8h30 dessa quinta-feira, 13, um adolescente de 16 anos, matriculado na Escola Básica Prof. Germano Wagenführ, chegou ao estabelecimento de ensino sem uniforme, sem material e com sintomas de embriagues alcoólica.
A direção da Escola não permitiu sua entrada no estabelecimento de ensino. Foi aí que o aluno começou a quebrar o vidro de alguns carros que estavam estacionados em frente à escola.
A atitude foi o estopim que faltava para os alunos, professores, funcionários e pais clamarem por segurança.
Pensando nisso, na tarde de ontem, eles organizaram uma manifestação. Eles saíram da Escola e foram até o Fórum de Porto União. A Polícia Militar (PM) acompanhou o trajeto para garantir segurança aos envolvidos. Segundo relatos de alguns dos manifestantes uma tia do garoto envolvido chegou a ameaçar a manifestação utilizando um carro.

Os alunos e pais se uniram ao grupo de professores que já estavam no Fórum conversando com o Promotor de Justiça, Rodrigo Kurth Quadro.
Munidos de cartazes e faixas com frases clamando segurança os alunos gritavam que queriam ver o Promotor.
Mesmo já tendo conversando com a diretora da Escola, Maria Ribeiro Gonçalves, o Promotor foi até os alunos ouvir suas reivindicações.
Quadro explicou que o aluno não vai mais voltar estudar na Escola e que ele deve ser encaminhado para atendimento médico. “Ele vai passar por análise médica e será encaminhado para tratamento”, comentou o Promotor.
Além disso, outro medo assombra os alunos e os pais. O aluno agora está afastado da Escola, mas das ruas não. “E se ele encontrar nós na rua e nos ameaçar?” perguntou um dos alunos.
O Promotor explicou que quem se sentir ameaçado deve procurar a Polícia Civil e confeccionar um Boletim de Ocorrência (BO) sobre a ameaça.
Segundo a diretora, a ocorrência desta quinta-feira não foi à primeira. “Ele já foi flagrado com drogas e até fumando dentro da Escola”. Ela também destacou que tudo o que aconteceu está lavrado em ata e boletins de ocorrências também já foram feitos referentes aos outros incidentes.

Participaram da reunião no Fórum, além dos professores e o Promotor, o Delegado da Comarca, Conselho Tutelar e Assistente Social.
Na reunião, também foi acordado que a PM vai aumentar as rondas nas imediações da Escola e nas ruas do bairro até que o menor seja encaminhado para tratamento.
Ainda segundo Quadro, o fato deste menor não é isolado. “Temos hoje em Porto União mais de 70 adolescentes com problemas de drogas”.
No caso deste menor, o problema familiar é evidente. O pai do menor ninguém sabe onde está, a mãe e o avô estão presos. O adolescente mora com uma das avós. “Ele está errado, mas ele tem o problema do vício”, comenta o Promotor.
O aluno voltou a estudar na Escola no ano passado, após decisão da Justiça. Está atualmente no 1º ano do Ensino Médio. Segundo os professores falta bastante nas aulas, não tem interesse e nem notas a serem lançadas.
Depois do Fórum, a diretora seguiu para a PM. Já os alunos, que saíram do local com medo, prometeram voltar se o caso não for solucionado.