
Desde 2019, o Governo do Paraná vem adotando medidas para reduzir privilégios historicamente concedidos a governadores e integrantes do primeiro escalão. Entre as ações estão o fim das aposentadorias vitalícias, o congelamento de salários e a destinação de imóveis públicos para uso educacional e social.
A iniciativa faz parte de uma política de reestruturação administrativa que busca direcionar recursos e estruturas públicas para o atendimento direto da população. Segundo o governo estadual, a proposta prioriza eficiência na gestão e maior retorno social dos investimentos.

Um dos exemplos mais recentes é a transformação da Ilha das Cobras, em Paranaguá, no Litoral, em um espaço de formação profissional. O local, que por décadas funcionou como residência oficial de veraneio, foi reformado com investimento de R$ 10 milhões e passou a abrigar a Escola do Mar.
A unidade terá foco em Ciências do Mar e na valorização da cultura caiçara, oferecendo capacitação a moradores da Baía de Paranaguá, como pescadores, ribeirinhos e trabalhadores do turismo. A proposta é impulsionar a economia local por meio da qualificação profissional.
Outra mudança ocorreu na Granja Canguiri, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O espaço, que já foi residência oficial de governadores, abriga desde 2021 a Escola Agrícola 4.0, integrada ao Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Newton Freire Maia.

Com cerca de 27 mil metros quadrados, a estrutura passou a ser utilizada para ensino técnico agrícola, com foco em inovação e modernização das atividades no campo. O complexo também reúne o Parque da Ciência, um centro de agroecologia e deve receber o Planetário Newton Freire Maia, atualmente em construção.
No campo legislativo, uma Proposta de Emenda à Constituição estadual, promulgada em 2019, extinguiu a concessão de aposentadoria vitalícia para futuros ex-governadores. A medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa e encerrou o benefício para os próximos ocupantes do cargo.
Além disso, os salários do governador, do vice-governador e dos secretários estaduais seguem congelados desde o início da gestão, sem reajustes no período.