Espetar 399 alfinetes coloridos no mapa do Paraná para localizar seus municípios exige paciência. E se boa parte deles forem substituídos para indicar onde há obras da parceria entre prefeituras e estado? São 325 – e difícil é imaginar o quanto elas interferem em benefício dos paranaenses.
O brasileiro cultua grandes obras. É costume desde a criação de Brasília até as construções faraônicas da ditadura militar. Hoje o país atravessa uma crise política e econômica gravíssima. Com o governo federal quebrado, assim como boa parte dos estados, quem não sucumbiu e faz pequenas, mas fundamentais obras, merece atenção.
De janeiro a setembro foram feitas 872 ações em centenas de cidades. Os investimentos firmados pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano por meio do Paranacidade chegaram a R$ 740 milhões.
O trabalho é de formiguinha. Pode ser comparado a intervenções de acupuntura, pontuais – mas que resolve muitos problemas.
São calçadas, urbanização, drenagem, sinalização de avenidas e praças, pavimentação e recape de ruas. O dinheiro, que sai como financiamento (R$ 680 milhões) ou a fundo perdido através do Plano de Apoio aos Municípios (R$ 60 milhões) também é utilizado para a construção e reforma de creches, terminais de transporte público, unidades de saúde, escolas, quadras esportivas etc.
Cada centavo desse dinheiro pertence ao paranaense. Não é muito, mas deve ser fiscalizado por quem paga a conta. Estado e município são obrigados a informar o que está sendo feito. O maior interessado deve verificar pela internet e, se for o caso, cobrar dos administradores públicos.
O Governo liberou R$ 330 milhões e outros R$ 350 milhões serão repassados. Servirão também para compra de veículos, máquinas e equipamentos rodoviários. Tudo precisa ser descrito tintim por tintim. A fiscalização do morador é a mais eficiente, mesmo porque pode ser denunciada.
Desde 2011 a Secretaria do Desenvolvimento Urbano liberou R$ 1,7 bilhão neste programa. A Fomento Paraná outros R$ 800 milhões. Pensar nesta dinheirama irrigando cada um dos pontinhos marcados no mapa é um outro tipo de exercício que não exige paciência, mas compreensão e uma razoável dose otimismo em meio à tormenta do país.