
Falar do Centenário da Paróquia Nossa Senhora das Vitórias de Porto União é como contar uma página de nossa história. Uma história que une um passado de coragem, luta, trabalho e evangelização.
Características essas que se mantiveram presentes até os dias atuais. Prova disso pode ser comprovada durante as narrativas dos fiéis que vivenciaram grande parte da história da paróquia que tem como sede a Matriz Nossa Senhora das Vitórias, localizada na Rua Frei Rogério.
Para marcar essa longa caminhada e comemorar essa conquista juntamente da Igreja de Porto União foi preparada uma programação especial para comemorar os 103 anos de evangelização. O lema das comemorações este ano é Maria, ternura de Deus para um povo agradecido.
Programação
Os festejos já iniciaram no dia 1º de setembro com a Celebração de Abertura da Festa das Comunidades e Inauguração da nova ala do Pavilhão da Comunidade. No mesmo dia, os fiéis participaram do Bingão das Comunidades no bairro Santa Rosa.
A grande Festa das Comunidades está marcada para acontecer nos dias 13 e 14 de outubro. No dia 13 o público contará com a Feira da Cuca no bairro Santa Rosa e na Matriz. Às 19h acontece a Missa Sertaneja, seguido do 2º Bailão do Lampião, na Comunidade Nossa Senhora das Vitórias (Matriz).
No dia 14, às 6h Alvorada Festiva em todas as comunidades. Às 9h Procissão com Padroeiros das Comunidades e Bênção dos Carros, com saída em frente à Praça da Comunidade Santa Catarina (bairro Santa Rosa). Às 10h acontece a Missa Solene em Honra a Nossa Senhora das Vitórias.
O almoço festivo será servido às 12h. Já às 13h início dos jogos e atividades com o Bingo dos Dizimistas. Às 14h30 Tarde Dançante animada pela Banda “The Mink”. Para às 19h está previsto o sorteio da Ação Entre Amigos. O evento abrange 23 comunidades.
II Cavalgada de São Francisco
A novidade este ano é a II Cavalgada de São Francisco. O evento acontece nos dias 22 e 23 de setembro. O intuito é a acolhida dos Cavaleiros e Oração.
Novena de Preparação
Está programada para acontecer entre os dias 4 e 12 de outubro nas comunidades. A programação completa você confere em nossas próximas edições.

Criação da Paróquia Nossa Senhora das Vitórias
Quem conta esta parte da história é o Padre Vilmar Gazaniga. Natural de Blumenau, o padre que foi transferido para Porto União afirma sentir-se honrado em contar o início desta trajetória evangelizadora.
Com dados do primeiro livro Tombo da Paróquia em mãos, o padre Vilmar conta que a criação da paróquia aconteceu em 1909. O terno foi assinado pelo Pe. Dr. Gercino de Sant´Ana e Oliveira e custou cinco mil réis.
Livro Tombo
Uma leitura mais aprofundada do livro 1º Livro Tombo nos proporcionou novas informações sobre a criação da Paróquia. Segundo o padre Vilmar, no documento consta que a criação da Paróquia aconteceu por volta de 14 de julho de 1909, onde nesta época pertencia ainda à jurisdição da diocese de Curitiba.
O primeiro pároco da paróquia foi o Revmo. Pe. José Lechner. Após 1914 assumiu o Frei Rogério Neuhaus, primeiro vigário franciscano da paróquia. Sua posse aconteceu em 9 de maio de 1914.
Igreja Matriz
Liderada pelo vigário da paróquia, Pe. José Lechner teve início em novembro de 1910 à construção da Igreja Matriz de Porto União. De acordo com o livro Tombo. A inauguração, ainda que inacabada a construção, aconteceu na noite de Natal em 1957. Entre 1958 e 1968 foram realizadas as seguintes obras: colocação dos vitraux, presbitério atual, cozinha, capelinha, tabernáculo, cobertura de telhas, revestimento de paredes, forro e pintura da sacristia.
Com a reforma da Matriz em forma de cruz (ala transversal) foi necessário reforçar a torre, tornando-a mais alta. De acordo com o padre Vilmar, os documentos da época registraram que os primeiros encontros para viabilizar a construção da paróquia se deram por volta de 25 de maio de 1887. Neste ano o município contou com a primeira capela.
Franciscanos
Quem também fez questão de contar um pouco da história do centenário da paróquia foi a diretora da Casa de Cultura Aníbal Khury, Therezinha Leony Wolff. Em seu livro Coisa que tocam…, publicado em 2000, ela define os franciscanos. “Batina marrom com pala e capuz, acintada por cordão duplo em algodão cru, deixando prender um terço de contas graúdas, sandálias afiveladas na altura dos tornozelos, com duas tiras largas sobrepondo os dedos. Essa era a indumentária que tornava o religioso, seguido de Francisco de Assis, reconhecido na rua”.