Por Jaqueline Viero e Osni Schroh
A função básica de todos os meios de transportes é realizar o deslocamento de pessoas e bens de todos os gêneros, facilitando o desenvolvimento, bem como a suprir as mais diversas necessidades dos seres humanos.
Numa visão mais sistêmica, podemos dizer que os serviços de transportes são divididos em três partes: vias, veículos e terminais. Para obtermos estes três pontos principais do sistema de transporte somos obrigados a causar danos ao meio ambiente. Isto é claro e notório a todos, porém devemos e podemos buscar as mais diversas alternativas de realizar o sistema de forma mais funcional e menos degradante, reduzindo os impactos na construção de vias, veículos com menores emissões de gases, terminais com maior flexibilidade e produtividade.
Vamos agora ver o que fazemos em muitas das vezes que tiramos nosso veículo da garagem. Em muitas das vezes não temos um rota definida, ou seja, seguimos um fluxo já utilizado pelos outros quando, na realidade, deveríamos buscar vias com menor fluxo, facilitando nossa locomoção.
Evitando as vias centrais nos horários de grande pico, estaremos reduzindo os gastos com combustíveis, bem como ajudando na redução das chamadas ilhas de calor, que são formadas em regiões onde a circulação de veículos, utilização de sistema de ar condicionado, maior concentração de lâmpadas, equipamentos eletroeletrônicos e muitos outros, que formam, no geral, um grande aquecedor.
Além, é claro, que nestes locais, em função da grande circulação dos veículos, a emissão de gases resulta em um ar mais poluído, causando transtornos e doenças respiratórias.
Por outro lado, outras ações podem ajudar na redução na emissão de gases, como por exemplo, os órgãos públicos na realização de licitações para contratação de empresa que irá explorar o sistema de transporte coletivo, podem gradativamente incluir nestas licitações a obrigatoriedade por parte da empresa ganhadora a implantação de veículos que façam uso de biocombustíveis e energia elétrica. Assim, com o passar do tempo, teremos quase que 100% destes veículos utilizando energias mais limpas.
Estas ações podem ser ainda incluídas em todas as licitações dos órgãos públicos aonde as empresas operadoras também tenham suas responsabilidades quanto a geração de gases poluentes. São diversas as situações que podemos implantar, ficando a cargo da Administração Pública compartilhada com a Administração Privada, que tem como objetivo participar também de um sistema ecologicamente correto, buscando, quem sabe, uma ISO para o crescimento de sua empresa no âmbito nacional.
Geografia Ambiental
Em aula prática alunos do Colégio Estadual Túlio de França do Curso Técnico em Meio Ambiente, realizaram na noite de terça-feira, 24, o georeferênciamento do estabelecimento educacional, utilizando o Sistema de Posicionamento Global – GPS, medindo pontos, elaborando mapas e relatório das atividades.
Jaqueline Viero e Osni Schroh são alunos do curso Técnico em Meio Ambiente