PLANETA AZUL: Homem-natureza, natureza-homem!

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Atualizado há 12 anos

Por Osni Gilberto Schroh

E de repente, o homem preocupa-se com a natureza, a natureza passa a ter suma importância e a ocupar lugar de destaque entre os mais diversos assuntos e interesses, nas mais diferentes organizações sociais.

O meio ambiente torna-se assunto temático a cada minuto, tudo isso em razão da realidade e das condições ambientais alteradas pelo homem. Não podemos afirmar que este tema já não seja discutido tão simplesmente por obra do acaso.

Estamos, novamente, envolvidos com as eleições, muitos dos candidatos tem em suas mensagens plataformas eleitorais e programas destacando o meio ambiente, muitos com atitudes demagógicas, para obtenção da atenção do eleitorado, sem ter profundo conhecimento ou um compromisso real com esta causa.

Acreditamos ser importante esta discussão e a preocupação mundial, pela recuperação e proteção do meio ambiente, pelos mais diversos segmentos da sociedade, mas observamos que outros segmentos estão apoderando-se deste assunto para autopromoção.

O Art.1º da Lei nº 9.795 de 27 de abril de 1999, que diz: “Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”.

Então, educar, debater e buscar novas soluções, que conduzam a harmonia entre homem-natureza, também é um papel fundamental dos órgãos de comunicação, fortes formadores de opinião. Pois, com as mais diversas informações, veiculadas nos diversos órgãos de comunicação, em relação ao meio ambiente, observamos que estes noticiários ocupam-se, principalmente, para destacar as catástrofes como terremotos, erupções vulcânicas, inundações, desabamentos, todos estes eventos considerados como acidentes ecológicos.

Sabedores que somos de que certos fenômenos naturais adquirem caráter de catástrofe, ou como alguns dizem, castigo, vejo estas ocorrências como de ordem humano-social. Pois, passam a ser notícia quando atingem áreas habitadas ou de importância econômica.

Estamos, sim, degradando o meio ambiente como seres vorazes a procura do nosso bem estar, da nossa melhora na qualidade de vida, mas devemos saber que muitos dos fenômenos que ocorrem são basicamente da vida dinâmica e natural do planeta.

Salientamos que à falta de planejamento e orientação geral nos assuntos relativos dos assentamentos urbanos, indústrias e rurais, que estão sempre acima do planejamento ambiental, colaboram para estes eventos. Nestes muitos anos de industrialização a exploração dos homens e dos recursos naturais, pelas chamadas potências mundiais, que não tiveram a mínima preocupação em dar garantias, na qualidade de vida, e do meio ambiente, estando tão somente interessadas na exploração e geração do capital, que acabou criando estes aglomerados.

Temos, sim, urgência na temática ambiental, elegendo-a de maneira ampla, em uma das principais metas de estudos científicos e populares, no debate e na criação de novas ideais de proteção ambiental.

 

Osni Gilberto Schroh é técnico em Meio Ambiente

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