Por Mariana Honesko
Foram 12 horas de paralisação. Ontem, 13, durante todo o dia, policiais civis de Porto União aderiram ao movimento estadual e também cruzaram os braços. Conforme o sindicato da categoria, o movimento pede reajuste salarial, maior efetivo, regularização das promoções, aplicação da data-base e atenção à uma possível extinção da carreira de escrivão. “Protestamos contra a falta de negociação e também pelo novo projeto de promoções, que não foi avaliado pelo sindicato, passou para banca do estado. Ele quer nos empurrar isso, algo que não é cabível”, explica o agente da Polícia Civil no município, Samir Rodrigues.

A promoção que não agradou, mencionada por Rodrigues, exigiria a “movimentação” do policial. Para conquistar uma nova colocação, ele teria que deixar a cidade onde já trabalha, ser removido para outra e só então alcançar o posto. “Por exemplo, para eu ser promovido, eu teria que trabalhar em Mafra, por certo tempo.” Como protesto, a classe interrompeu suas atividades das 8 às 18 horas de ontem. Já nesta sexta-feira, 14, o trabalho segue normal.
Ontem serviços prestados pela Polícia Civil por meio de suas unidades especializadas, como Detran e Ciretran, não sofreram interrupção, o atendimento seguiu normal. Na delegacia, entretanto, foram atendidos apenas casos de emergência. A confecção de Boletins de Ocorrência só ficou liberada a partir das 18 horas.