Por Mariana Honesko

Bastam cinco minutos ou menos para compreender a veracidade da denúncia. Na cabeceira da Ponte Manoel Ribas, a popular Ponte do Arco, ciclistas transitam com tranquilidade no espaço que não é deles. Ao invés de usar as laterais do complexo, a maioria usa a pista de rolamento dos veículos.
Flagrante feito pela reportagem, viu, entre outras cenas, uma mãe, com uma criança pequena na garupa da bicicleta, dividindo espaço com os carros. Embora comum, o comportamento não chegou em forma de denúncia ao setor de trânsito de União da Vitória. Conforme o responsável pela pasta, nenhum pedestre ou motorista reclamou da cena. “Mas nossa orientação é que os ciclistas usem o espaço que é deles, para não ter o risco de acidentes. O leito da ponte é estreito e com ciclista junto, fica pior”, alerta, Márcio Roiek.
A recomendação de Roiek é reforçada pela Polícia Militar (PM). Conforme a aspirante Jéssica, do setor de Trânsito, o pedido é que quem está de bike use o espaço adequado para ela. O estreitamento da ponte, ainda, é apontado como um agravante ao mau uso do espaço. “O correto já é passar apenas um veículo. Na maioria das vezes passam dois e já é difícil. Com ciclista na pista, complica mais. É um local perigoso”, avalia. S
egundo a PM, embora perca para o centro da cidade, a Ponte dos Arcos é um local perigoso, de bastante movimento e, por isso, com risco de acidente.
Sobre a Ponte do Arco
Construída e inaugurada na década de 40, foi a primeira ponte rodoviária da cidade. A popular Ponte do Arco fica na principal avenida de União da Vitória mas pertence à BR 476. Na verdade, a estrutura é o limite entre o trecho urbano e rodoviário. O Dnit, portanto, o Governo Federal, responde pela manutenção dela.