Porto passa mais uma temporada sem engrenar

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Atualizado há 12 anos

Equipe só não foi rebaixada por incompetência dos concorrentes

Fator casa não foi aproveitado pela equipe de Porto União. (Foto: Arquivo)
Fator casa não foi aproveitado pela equipe de Porto União.
(Foto: Arquivo)

Entra ano, sai ano, e a situação do Futebol Clube do Porto é a mesma: muitas dificuldades e campanhas pouco satisfatórias na Série B do Campeonato Catarinense. O único ponto positivo é que a equipe não foi rebaixada à terceira Divisão.

Em 2014 havia uma expectativa de uma boa campanha. As dificuldades já começaram com o local dos jogos. Normalmente a “casa” do Porto era o Estádio Municipal Antiocho Pereira, em União da Vitória. Porém, com sua interdição por parte do Ministério Publico, a equipe de Porto União teve que partir para o plano B, no caso o Módulo Esportivo Armando Sarti.

Mas o Módulo não comporta uma estrutura para o futebol profissional. Com isso a Federação Catarinense de Futebol (FCF) permitiu a realização dos jogos, porém sem torcida até que as exigências de melhorias fossem cumpridas. Até hoje nenhuma melhoria foi realizada. Com isso o Porto teve que atuar a competição inteira sem torcida.

Para o presidente Israel Trancoso, o Alemão, esse fator prejudicou bastante a Campanha FC Portocampanha, pois havia uma expectativa de que com o valor dos ingressos vendidos, uma parte do pagamento da arbitragem fosse cumprida. “Esperávamos contar com o torcedor. Por mais que a renda não pagasse a arbitragem, nos ajudaria de certa forma”, disse.

A campanha

Mais uma vez a campanha foi bastante irregular. O início de competição foi péssimo, já com duas goleadas, sendo uma delas na estreia, em casa, contra o Internacional de Lages por 3 a 0, e por 7 a 1 (repetindo a Seleção Brasileira) para a equipe do Concórdia.

O treinador, na oportunidade, era o ex-jogador do Iguaçu, Serrano, que chegou com um bom discurso de planejamento, tática, promessa de boa campanha… Porém, nada disso foi executado na prática. Aliás, o treinador saiu afirmando que algumas pessoas estariam trabalhando nos bastidores para a sua saída, além de atletas que não demonstravam o empenho necessário para a competição.

Saiu Serrano, retornou um velho conhecido da torcida: Adriano Kanaã, que no início do ano abriu mão do projeto com o Porto para trabalhar na Caçadorense.

A mudança de técnico não alterou em nada a campanha do Porto, que continuou sofrível em boa parte do segundo turno, chegando a correr riscos de rebaixamento à série C do estadual.

Técnico Serrano
Técnico Serrano (Foto: Arquivo)

Na verdade, a queda só não ocorreu porquê os concorrentes diretos não venceram seus jogos.

No próximo ano, a ideia da diretoria é buscar investidores para, quem sabe, tirar o ponto de interrogação da cabeça da torcida, que chega a pensar se realmente vale a pena ter um time profissional com tantos problemas dentro e fora de campo.

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