
Quem visita o Vale do Iguaçu, além dos tradicionais cartões-postais, também pode aproveitar de uma variedade de espaços público inaugurados recentemente. Na verdade, há os ambientes novos e os mais antigos, igualmente bonitos e com informação de nível cultural.
Em União, os ambientes são mais clássicos. As praças Coronel Amazonas – que foi projetada com saídas estratégicas na época do nascimento da cidade – Alvir Riesemberg e a dos Expedicionários, são as principais. Os espaços são visitados especialmente aos finais de semana e as que dispõem de parques infantis, são dominadas pela correria dos baixinhos.
Já em Porto União, o contexto é um pouco diferente. As praças geralmente resgatam um pouco da história e são mais destinadas ao público adulto. É o caso das recém-inauguradas Praça Capitão Ricardo João Kirk e do Monumento João Pessoa. Ambas têm monumentos de resgate cultural. Para o secretário da Cultura e Turismo da cidade, talvez seja justamente este perfil o que motiva a visitação sempre constante destes endereços. “A participação é bastante positiva. Além destes novos lugares, foi feito também uma conservação boa em todas as praças, estão todas em ótimas condições”, defende. Gonçalves “mede” a popularidade destes lugares especialmente a partir das postagens na rede social. “Sempre tem foto, pessoas elogiando”, sorri.
Para a arquiteta e urbanista Ione Costa, o sucesso destes espaços depene do planejamento, até dos detalhes. “Um espaço público deve abrigar, proteger e servir a comunidade em que ele se insere”, explica. “Nessa mesma linha de pensamento, não podemos, por exemplo, propor paisagismos exuberantes em uma praça central onde o foco seria a preservação do patrimônio histórico, ou então propor um ponto de encontro em um espaço muito próximo às vias de trânsito intenso de veículos. Tudo deve ser analisado, anteriormente a proposta urbanística”, completa.

Conforme Ione existem espaços criados com o simples motivo de contemplação e organização, como as rótulas no sistema viário. Há, por outro lado, espaços de encontro de pedestres. “Devemos pensar no público e nunca esquecer o meio de transporte dessas pessoas: se vão chegar com seus carros, bicicletas, se vem de ônibus municipais, do aeroporto ou simplesmente a pé”, reforça a urbanista.
Para todo espaço público existe um objetivo e ele precisa ser traçado já na concepção da proposta, para que tenha sucesso tanto na beleza como no uso e funcionalidade do ambiente. “Por isso é de extrema importância e necessidade que as prefeituras contem sempre com uma equipe multidisciplinar de profissionais no setor de planejamento urbano como engenheiros, sociólogos, educadores, sanitaristas e principalmente arquitetos e urbanistas que tem em sua formação a preocupação de somar todas estas condicionantes”, orienta. Ou, é correr o risco e quem sabe, acertar.
Os morros, da Cruz e do Cristo

Estes são os queridinhos tanto de quem mora na região quanto entre quem é visitante. O Morro da Cruz tem a recomposição total como novidade. Ele fica em Porto União e agora tem acessibilidade, mirante, estacionamento e uma Via Sacra novinha, que deixa a subida a pé menos cansativa e mais interessante. “O mirante tem recebido sempre um bom fluxo de visitantes. Agora temos um livro de registro lá e nos mostra que sobem até lá quem mora aqui e também quem é de fora”, confirma o secretário da Cultura. A restauração do espaço compõe o circuito religioso que tem o Parque Monge João Maria – outro campeão em visitação – como anel central.
Em União da Vitória, a imagem do Cristo é conhecida em todo o País, já que é considerada a terceira maior estátua sacra do Brasil. O espaço é de 1968. Embora para chegar pertinho dos 27 metros de altura – mais seis de pedestal – do Sagrado Coração seja preciso subir 224 degraus, o movimento por lá sempre é grande, especialmente aos finais de semana. Como mostrou O Comércio em 2014, cerca de 35 mil pessoas enfrentam a maratona todos os anos. São moradores locais e até do exterior. O esforço vale a pena: lá do alto, uma imagem panorâmica do Vale do Iguaçu– e um pouquinho além – pode ser contemplada.