Prefeito Eliseu Mibach afirma que município não sentiu os efeitos da crise

Na avaliação de 2018, ele atribui ao bom uso do dinheiro público o enfrentamento das maiores tensões econômicas do País

 

Comandando pela segunda vez a cidade de Porto União, Eliseu Mibach se mostra satisfeito com as realizações de 2018. Administrador de empresas por formação é filho da cidade que administra, desde o dia 23 de julho de 1963. Casado, pai, foi eleito em 2016 com 51,22% dos votos. O prefeito completa no dia 1º, o segundo ano de mandato. Surfando contra a maré, acredita que é a forma que sua gestão administra a cidade, à mãos de ferro, o que faz a diferença – e garante passar pela onda da crise sem nada sofrer, ou sofrer pouco, pelo menos.

Na avaliação dos cem primeiros dias de governo, o prefeito afirmou em uma entrevista coletiva ao Grupo Verde Vale de Comunicação, que encontrou uma prefeitura cheia de contas para pagar. Disse ainda na ocasião, que pretende mexer no time que ele mesmo escolheu e que vai concluir obras importantes, como a unidade Oncológica do Hospital São Braz. Neste momento, na reta final de 2018, vê a derrota do candidato da base MDB-PSDB, Mauro Mariani, com serenidade. “Entendo que para o Planalto Norte Catarinense foi uma perda grande mas a decisão do povo é soberana. Trabalhamos para eleger o Mauro, fizemos o que foi possível. O maior problema foi nos grandes centros. As cidades de pequeno e médio porte, fizeram sua parte”.

 

Como o senhor vê a eleição do Bolsonaro, que é de um partido pequeno e, na campanha, veio sem dinheiro praticamente?

São as surpresas da política. A onda 17 engoliu os candidatos. A expectativa é de que o presidente consiga retomar o crescimento do País. Sou conhecido como mão-de-vaca, mão-de-ferro eu diria assim. Não sou pão-duro. É que considero o dinheiro público com respeito, por isso, o município vai bem. Se eu liberar muito, vamos entrar num barco furado. Tem que ser mão de ferro.

Como avalia a eleição do presidente da Câmara de Vereadores de Porto União?

Carlos Roderlei Pinto começa agora em 2019. Posso dizer que com o Pasqualin e com o Christian Martins, o relacionamento foi excelente. Para o ano que vem, acredito que o trabalho será conduzido de uma forma brilhante. Temos na Casa vereadores com experiência, que ajudam a comandar. Quem comanda, com sua vasta experiência, é o Luiz Alberto Pasqualin. Se ele tiver seu quarto mandato, será excelente.

 

“Sou conhecido como mão-de-vaca, mão-de-ferro eu diria assim. Não sou pão-duro. É que considero o dinheiro público com respeito, por isso, o município vai bem. Se eu liberar muito, vamos entrar num barco furado”

 

Sobre a crise econômica, que tanto se falou: como ela afetou Porto União?

Creio que a cidade não sentiu o efeito. Quando assumi o governo, já tomamos as providências que vieram ao encontro do que era preciso. Nós administramos a cidade com apenas quatro secretários. Por isso, a cidade está com uma condição financeira invejável.

O Loteamento Olinger é bastante complicado. A geografia é difícil. Asfalto não dá, pedra não dá. O que o senhor pensa em fazer?

Já temos casas lá, residências. Não interessa quem autorizou e só nos resta tomar as medidas para que fique melhor. Tomamos a decisão de concretar as ruas. Não tem o que fazer se não isso. Já fiz isso próximo do Poço São João Maria, que não mexeu em nada. É uma obra para o resto da vida. Ganham os moradores e a prefeitura, que não vai precisar ficar patrolando, gastando mais. Vamos fazer mais ações assim na cidade.

O senhor fica mais tempo no gabinete ou nas ruas?

Tendo conciliar isso. Gosto de vistoriar as obras, de estar presente em tudo e saber de tudo. O bom administrador precisa ter planejamento, organizar e dar uma direção para que as coisas aconteçam. Administro assim, então, estou no gabinete todos os dias e nada se deixa acumular para o dia seguinte.

 

ELISEU MIBACH

Mibach foi eleito em 2016, pelo PSDB. Natural de Porto União, estudou no Colégio Túlio de França. Se formou na antiga FACE (hoje Uniuv) em 1984, em Administração, é casado e pai de três filhos. Um mês antes do pleito eleitoral, superou a dor da morte de um deles, deu a volta por cima e derrubou o PMDB que há mais de dez anos estava no comando em Porto União.

 

OBS: A entrevista completa, feita pela jornalista Wannessa Stenzel, em áudio, você pode conferir aqui 

 

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