
Neste domingo (20/07) nem a baixa temperatura foi empecilho para o grupo, de aproximadamente 80 jovens, que teve um ‘Dia de Campo’ com foco direcionado para preservação ambiental e geração de renda em pequenas e médias propriedades rurais, na localidade do Rio Vermelho em União da Vitória. Todos são alunos do Curso Técnico em Meio Ambiente do Colégio Estadual Túlio de França e o intuito da organização foi de levar os alunos para o interior e passar um dia diferente, numa propriedade rural, aliando o aprendizado teórico ao prático.
Para a professora Maria Luiza Gonçalves Longhi, integrante da organização do evento, a perspectiva foi de estabelecer o contato dos estudantes com gestão e conservação da água e solo, interelação entre ambos, gestão de florestas e produção sustentável. “A erva-mate sombreada é a mais valorizada do mercado”, afirma exemplificando as dinâmicas propostas no dia de campo. A educadora observa que a região mantém áreas preservadas e o intuito é aproveitar dessa prerrogativa e prever retornos. “Como tornar essas áreas produtivas, sob ponto de vista ambiental econômico e social?”, questiona. Segundo ela, o dia de campo busca essas respostas.
Outro questionamento abordado é sobre a relação: solo, água e floresta no sentido de preservar, observando o relevo e o tipo de cultura que pode ser utilizado, sem destruir a mata nativa. Mantendo a sustentabilidade e gerando renda. Para isso, observando os potenciais, preservando o meio ambiente e buscando rentabilidade. O chamado ‘manejo ambiental’ é a integração desse conjunto de fatores. O professor do curso e, também integrante da organização, José Eustáquio Pereira, deu as coordenadas do evento. Segundo ele, o dia de campo serve para repasse de conhecimento de aluno a aluno, num sistema integrado de aprender e passear no campo. No caso, a turma que está concluindo o curso, de forma didática, apresentou oficinas para os demais alunos. O Túlio de França se propõe em dar continuidade à atividade, com mais eventos similares.
Eustáquio salienta que, numa propriedade pequena – que possuí em torno de 20 hectares – como a que sediou o evento, agido em harmonia com o meio ambiente e de forma sustentável pode render bom retorno financeiro. “Dez a onze salários mínimos por mês”, conclui. Para alcançar esse resultado cabe o correto planejamento e desenvolvimento das ações, em harmonia com o meio.
O representante da prefeitura – e coordenador do Projeto EcoCidade –, Sidnei Cieslak, parabenizou a iniciativa e falou sobre a ação da prefeitura, visando a criação da secretaria municipal de Meio Ambiente, que será ferramenta importante em toda a gestão ambiental no município. Ele também citou o trabalho ambiental do projeto EcoCidade que traz dignidade e renda para ex-catadores de recicláveis. “Deixaram de ficar catando materiais na rua para trabalharem de forma digna, com transporte e alimentação, além de renda digna superior a um salário mínimo por trabalhador que mantém frequência constante na atividade”, disse. Ele creditou a ação ao objetivo pensado pela administração. “Nós começamos esse projeto, numa visão do prefeito Pedro Ivo [Ilkiv], de se trabalhar a criação de centro de triagem, constituir a cooperativa de trabalho, implantar a coleta seletiva e gerar a educação ambiental”, destacou.