Professores do Paraná continuam em greve

Nesta terça-feira, 29, categoria reúne-se em protesto na capital do estado

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

Professores da Rede Estadual do Paraná mantêm o estado de greve neste início de semana. A categoria não aceitou a negociação proposta pelo governador Beto Richa na sexta-feira, 25, e acreditam que a marcha, marcada para esta terça-feira, 29, em Curitiba, pode garantir o atendimento pleno de sua pauta. Na capital, desde hoje, 28, educadores de outras regiões reivindicam sua base para protesto.

Greve
Maria Regina Martins Gelchaki

De acordo com a presidente da APP Sindicato de União da Vitória, Maria Regina Martins Gelchaki, a marcha na capital deve reunir 15 mil educadores, com concentração em frente ao Palácio Iguaçu. O local recebe às 14 horas os representantes da APP para discutir novos avanços na pauta. O documento reúne 13 itens. “Avançamos, mas precisamos avançar mais”, defende Maria Regina. “Não queremos só salário, mas também um ensino de qualidade”, pontua.

A decisão de manter a greve é fruto de uma parceria com outros 28 núcleos sindicais. Em União da Vitória, conforme Maria Regina, a falta de avanços implica em uma marcha na cidade. Se ela ocorrer, grevistas dos dez municípios assistidos pelo Núcleo Regional da Educação (NRE) reúnem-se na Praça Coronel Amazonas, no dia 30. “Se a greve continuar, teremos este movimento na cidade”, ressalta a presidente.

Hoje, a gerência do NRE, por meio de seu porta-voz, o professor Aluísio Witiuk, falou oficialmente sobre a frequência dos estudantes às aulas. “Os pais devem procurar os diretores para saber como está a organização da escola, verificar se haverá atendimento e como será a reposição das aulas, direito dos alunos”, disse. O NRE explica também que as escolas devem permanecer abertas e os professores que não aderiram devem ter condições para o trabalho normal.

Na região de União da Vitória a greve começou no dia 22. No Paraná, na estreia do movimento, 90% da categoria cruzaram os braços.

Proposta do governo

No final de semana, o governador Beto Richa, bem como a equipe ligada à Secretaria da Educação, propôs avanços. Já está definido, por exemplo, ampliação da hora-atividade, pagamento do piso regional para a classe, manutenção do auxílio transporte em casos de tratamento de saúde e a montagem de um cronograma para pagamento de progressões.

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