Profissionais da enfermagem com jaleco na mão e de preto em sinal de protesto

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Atualizado há 4 anos

Profissionais da enfermagem do Vale do Iguaçu foram as ruas na manhã desta sexta-feira, 9, protestar contra a decisão no ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, Luiz Roberto Barroso sobre o piso da enfermagem.

Segundo os profissionais, manifestações parecidas acontecem em todo o país nesta sexta.

 

Munidos com cartazes e com o jaleco na mão e desta vez deixando de lado a cor branca das vestes, os manifestantes usaram o preto em sinal de luto a derrubada do piso.

Um dos organizadores do movimento o Técnico de Enfermagem Cristiano Tchuvaiff conversou com a reportagem sobre o movimento:

 

A Lei

A lei que estabelece o piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras entrou em vigor no dia 5 de agosto com a publicação no Diário Oficial da União.

Sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, a Lei 14.434 estipula que, em todo o país, enfermeiros não poderão receber menos que R$ 4.750, independentemente de trabalharem na iniciativa privada ou no serviço público federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal.

Para técnicos de enfermagem, o salário não pode ser inferior a 70% deste valor, ou seja, a R$ 3.325. Já os auxiliares e as parteiras não podem receber menos que a metade do piso pago aos enfermeiros, ou seja, abaixo de R$ 2.375.

Decisão de Barroso

A decisão de Barroso estabeleceu um prazo de 60 dias para que Estados, municípios e instituições forneçam uma análise dos impactos financeiros do reajuste do piso salarial da enfermagem.

Votação nesta sexta-feira, 9

O julgamento que analisa a suspensão da lei do piso salarial da enfermagem iniciou na madrugada desta sexta-feira, 9, tendo como relator o ministro do STF Luís Roberto Barroso.

Os ministros julgam na modalidade virtual a contestação da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde), contra a manutenção do piso.

O argumento das entidades de saúde é que o novo piso salarial da enfermagem impactaria negativamente nos caixas públicos de estados e municípios e nas contas de unidades de saúde particulares.

 

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