PROJETO CASA: Barba, cabelo e bigode de graça

Luan Alves Pereira é barbeiro e dono de uma iniciativa voluntária, de ação social. Profissional vai ao encontro de quem não consegue ir até a barbearia

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Atualizado há 7 anos

Luan e sua inspiração: “Não dá para ser mais um tijolo no muro”. (Foto: Mariana Honesko).
Luan e sua inspiração: “Não dá para ser mais um tijolo no muro”. (Foto: Mariana Honesko).

Clarice Lispector falava sobre “pequenos carinhos”. É assim que Luan entende o que faz. Barbeiro profissional há dois anos, desde o começo deste, visita as casas de quem precisa do serviço de beleza, mas, por falta de mobilidade, seja qual for, não consegue sair de casa.

Luan usa seus momentos de folga – que são poucos – para se doar.

O jovem barbeiro tem uma veia natural para trabalhos assim.

“Tudo isso aconteceu a partir de um projeto no Lar de Nazaré. Montamos uma equipe e fomos até lá. Depois, meu coração foi muito despertado para isso. Esse ano, na minha primeira experiência assim, me chamaram para cortar um cabelo, na casa de um senhor em casa. A partir disso, pensei em expandir a ideia”, conta.

O homem atendido por Luan mexeu com o coração do profissional.

Seu Inocêncio, de 74 anos, na cadeira de rodas, que já tinha tido cinco AVCs e pouco respondia aos estímulos, ao se enxergar depois de receber os cuidados de Luan, sorriu. “Fiz o cabelo, a barba, serviço completo. Quando eu tirei uma foto dele, ele abriu o sorriso. Foi uma sensação incrível, ser útil na vida das pessoas”.

O projeto ficou sério e foi batizado. Trata-se do Projeto Casa, onde Luan leva a barbearia para dentro das casas das pessoas. “Ser barbeiro vai além de cortar cabelo e fazer barba. Você leva o amor para as pessoas”, conta, feliz.

A dinâmica da ação é simples: basta contatar Luan, pelo telefone ou rede social, e fazer o agendamento.

O barbeiro doa todo o serviço, o material, além do seu tempo e todo seu coração. “Só preciso de uma cadeira e preciso que divulguem o trabalho”.

Luan atende pessoas com mobilidade reduzida, pessoas doentes, acamadas, machucadas.

“Falo por mim. Nossa rotina é corrida e você entra no modo automático. Trabalha, não dá atenção para ninguém. Não dá para ser mais um tijolo no muro. Barbeiro tem de monte, e graças a Deus! Mas não pode ser apenas para ganhar dinheiro. A motivação tem que ser outra”.

barbeiro-especial-projeto (1)Todo o trabalho de barbearia oferecido por Luan não tem custo para o cliente. É barba, cabelo e bigode de graça.

SERVIÇO

Para contatar o barbeiro, basta conversar com ele pelo telefone, no 9 9996 3820 ou no Instagram, @luhan_barber.

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