Por Mariana Honesko

Inovador e sustentável, o modelo de coleta seletiva aplicada desde janeiro em União da Vitória, a partir de uma iniciativa do projeto Ecocidade, rende elogios na região e reconhecimento nacional. Por conta da estrutura, o modelo foi apresentado recentemente – nos dias 19 e 20 – no encontro “Cultivando Água Boa”, promovido pela Itaipu Binacional.
O evento foi realizado em Foz do Iguaçu (PR) e contou, entre outras autoridades, com as presenças do presidente da empresa, Jorge Samek, da senadora Gleisi Hoffmann e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criador da ação. Representantes de outros 12 países e mais três mil pessoas, ainda, participaram do evento. “O projeto é amplo, envolve vários países e ficamos contentes em ver que existe a preocupação ambiental e social no país e no nosso estado”, avaliou o secretário de Meio Ambiente de União da Vitória, Sidnei Cieslak, coordenador do Ecocidade.

No país, o “Cultivando Água Boa” é voltado especialmente aos pescadores, costureiras, quilombolas e catadores de material reciclável. “Fazendo com que eles tenham a consciência ambiental. A partir de quando você desenvolve o projeto, esta tem que ser a preocupação”, comenta.
Cieslak teve 45 minutos de espaço para apresentar o projeto aplicado na cidade. Na oficina de ‘Saneamento e Coleta Solidária’, acompanhado do presidente da Cooperativa de Trabalho dos Agentes Ecológicos de União da Vitória (Coopertrage), Jefferson da Silva, o secretário descreveu as ações realizadas e os avanços conquistados em um pequeno espaço de tempo. “Voltamos muito felizes de lá”, sinalizou. O secretário aproveitou a visita e protocolou no cerimonial o pedido de inclusão de um micro-ônibus e três caminhões para a coleta. Hoje, a frota é terceirizada.
A participação na Itaipu é fruto de um convite feito ao coordenador do Ecocidade ainda em janeiro, quando o modelo era apresentado na capital do estado, Curitiba.
Entenda o projeto

Ele começou ousado e deve terminar o ano de sua estreia do mesmo jeito. O modelo foi aplicado inicialmente em São Cristóvão, em fevereiro, depois de uma série de eventos preparatórios. Entre eles, a transformação ao antigo Terminal de Calcário em polo de separação do material coletado e a preparação dos agentes ecológicos, cooperados da Coopertrage. A população também precisou se preparar: para ela, uma série de reuniões foram realizadas ao longo do mês de janeiro. Em São Cristóvão, a coleta é expressiva e em pouco tempo, saltou de 16 para 116 toneladas.
A fase II do projeto ocorreu em outubro, no centro e em todos os demais bairros de União da Vitória. A retirada do material reciclável das ruas já garante vida útil maior para os aterros – estima-se uma sobrevida de 50% em cada um deles – e é sinônimo de qualidade de vida.