O Brasil já conta com mais de 1.300 empresas que compram seu insumo de energia elétrica no mercado livre, mas segundo estimativa oficial do próprio setor elétrico ainda há cerca de 10 mil empresas que, apesar de reunirem todos os requisitos para escolherem livremente o seu fornecedor de energia, estão ficando para trás por não buscarem este efetivo ganho de competitividade.
No Paraná são hoje 43 consumidores livres, havendo ainda um potencial significativo de empresas, entre industriais e comerciais, que já poderiam estar ganhando com a livre contratação de eletricidade.
“O grande diferencial deste mercado é a livre negociação de contratos em termos de preço, quantidades, prazo e flexibilidade no uso da energia trazendo, com isso, redução significativa no custo total”, informa Walfrido Avila, presidente da Tradener Ltda., comercializadora paranaense que atua no mercado livre desde 1998, tendo sido a primeira empresa do Brasil nessa área. “A estrutura tarifária regulada das distribuidoras de energia elétrica não possibilita ao consumidor flexibilidade e condição de gestão da energia.
A contratação através de contratos livres de longo prazo dá a segurança necessária contra a exposição devido à instabilidade dos preços no curto prazo”.
No mercado livre, as condições de pagamento, o prazo e o volume do insumo a ser usado são discutidos entre as comercializadoras e as empresas, sempre levando em conta as características e realidades de cada cliente. Sendo a energia elétrica um dos insumos cujo impacto no custo final do produto é significativo torna-se importante reduzir este custo.
O ponto central é que a situação da economia e a concorrência, tanto interna como externa, faz com que a redução de custos de produção em uma indústria seja fundamental para aumentar a competitividade de seus produtos. “Isso representa uma chance maior e mais segura de planejar o próprio orçamento quando o assunto é a compra de energia.
E o empresário, sabendo como pode evitar desperdícios numa área tão sensível, como a energética, tem condições de fazer economia de caixa, tendo à disposição um mercado seguro e regulamentado, como é o de energia elétrica”, afirma o presidente da Tradener.
A migração para o mercado livre é um processo simples, porém, é necessário seguir corretamente os diversos passos, avalia o diretor comercial da Tradener, Jorge Caliari. Segundo ele, um dos papéis da comercializadora é facilitar este processo para o consumidor tanto na parte legal, orientando na preparação da documentação exigida, quanto na parte física, na instalação da medição necessária, e posteriormente no acompanhamento da utilização da energia e dos resultados obtidos.