Reflexos para enxergar bem mais longe

Espelhos são apostas para travessia segura no entroncamento da Matos Costa com a Frei Rogério

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Atualizado há 13 anos

Por Mariana Honesko

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Sistema age como retrovisor para quem chega no entroncamento (Fotos: Mariana Honesko/Jornal O Comércio) 

Implantado há cerca de cinco meses, o mecanismo ainda é uma novidade para os motoristas mais distraídos. Mas, segundo o Departamento de Trânsito de Porto União, é funcional e pode sim garantir menos acidentes. O modelo não está previsto em nenhum código de trânsito. Na verdade, o que se vê no entroncamento das ruas Matos Costa e Frei Rogério, é apenas uma réplica do que já sustenta outras cidades catarinenses. Daqui, o modelo pode seguir para Canoinhas. Em recente visita à Porto União, o coronel da Polícia Militar, Mário Erzinger, que já comandou a companhia local, aprovou o sistema.

Sobras elogios: simples e barato, os espelhos facilitam a leitura visual de quem usa os dois sentidos da rua Frei Rogério. “Naquele trecho da Matos Costa os motoristas tem dificuldade para ver se vem ou não carros. Muitos acabam ficando no meio da rua com seu carro na tentativa de fazer a travessia”, explica o diretor do setor, César Viganó. O mecanismo também é uma aposta na substituição dos semáforos. Como já há um pouco mais a frente, na Matos Costa, os espelhos garantem fluxo, sem entraves e filas. “Os espelhos não são sinalização de trânsito mas é algo que auxilia os condutores. Ele está lá para quem quiser usar”, lembra Viganó.

Adquirido em uma parceria com o Lions Clube, o jogo de espelhos deve ser implantado em outras três ou quatro vias de conflito.

Um retrovisor público

Os dois espelhos côncavos colocados na Matos Costa servem exatamente como retrovisores. Só que ao contrário. Demora um pouco para se acostumar com o modelo mas, quem o utiliza, garante que o efeito é bom. “Ajuda muito. Eu olho sempre”, afirma o motociclista, José Lopes. Quem está na Frei Rogério pode usar o efeito do espelho para saber se vem ou não veículos que sobem à Matos Costa. É preciso parar antes da faixa de pedestres para o que resultado da imagem seja interessante. Quem aguarda sobre ela, além de interromper o trânsito dos pedestres, não tem visibilidade.

Sem confiança no espelho

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Barbosa e Sandra ainda defendem sinaleiro na esquina: motoristas não confiam no espelho

Tal qual é um espelho, a visão nem sempre é exatamente real nos dois sistemas. Para a gerência do posto de combustível que fica em uma das esquinas contempladas com o espelho, é justamente este efeito o que provoca descrença nos motoristas. “Da a impressão de que a distância dos carros que estão vindo é maior. Mas não é”, aponta o gerente, Onório Barbosa. Além disso, para ele, a dimensão dos espelhos não estimula seu uso. “Os carros acabam parando em cima da faixa mesmo, para ter certeza de que os carros vem ou não”, pontua. A assistente administrativa do posto vê nos números de acidentes a prova do mau uso do sistema. “É uma esquina perigosa, com muitos acidentes”, diz Sandra Koczak.

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