Os prefeitos da região sul do Paraná estão empenhados em diminuir o déficit habitacional de todas as maneiras. As habitações populares estão na frente. De acordo com dados da prefeitura de União da Vitória o número de famílias beneficiadas nos últimos 20 anos era pequeno. No início do governo Beto Richa, a prefeitura aproveitou a força política regional e garantiu vitórias significativas, como a transferência das famílias da área ribeirinha no final da Rua Cruz Machado para a Vila Coradin, na zona sul da cidade, com casas construídas pela Cohapar. No local onde moravam as famílias vai passar o novo parque linear da cidade. As casas no Conjunto Lagoa Dourada foram terminadas e repassadas às famílias beneficiadas.
Novas estratégias miram servidores públicos municipais. A administração municipal de União da Vitória reuniu os servidores interessados em adquirir a casa própria na terça-feira, 13, para a apresentação de propostas referentes à aquisição de imóveis por meio do projeto Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal.

Em Bituruna, ontem, o prefeito José Constantino de Lara Ribas esteve junto ao engenheiro da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), José Antônio Assis, conferindo os serviços de terraplanagem que estão sendo realizados pela secretaria de Obras. O Programa Caução disponibiliza Unidades da Cohapar, onde serão beneficiadas as famílias do Bairro São João. Todas as famílias passarão também pela avaliação da Caixa Econômica Federal (CEF). Outros municípios como Cruz Machado e General Carneiro também trabalham para a implantação dos programas Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal e Morar Bem, do Governo do Estado.
Cidade cresce
Em União da Vitória, conjuntos como o Guerino Massignan, Horst Waldraff I e II, Lagoa Dourada, no Panorama, e no São Sebastião passam a ideia de que o programa habitacional crescerá em direção ao Distrito de São Cristóvão. Não é bem assim: a prefeitura está destinando conjuntos habitacionais na região dos Conjuntos (Cristo Rei), no Bairro São Gabriel, perto das unidades industriais do da região sul e até mesmo na região central. A cobiçada área da R.F.F.S.A. na região compreendida entre o Sesi até o Estádio Enéas Muniz de Queiroz (Ferroviário) é um bom local para construção de condomínios verticais para a classe média-baixa.

Vários ex-prefeitos já tiveram esse mesmo sonho de construir condomínios nas áreas da Rede Ferroviária, o que significa que a carga não vai toda para São Cristóvão e os sintomas de saturação como transporte público, creches, postos de saúde poderão ser remediados com ações públicas de incremento de infraestrutura. Para a implantação de novos pólos habitacionais já estão sendo tomados os devidos cuidados com o local e os serviços essenciais que devem ser disponibilizados.
Construtora prejudica Porto União
O que era para ser mais uma obra do PAC 2 tornou-se um pesadelo para Porto União. A empresa Construsul, que faria a construção das 150 unidades habitacionais, fazendo parte do projeto de reurbanização do Bairro São Bernardo do Campo, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do Governo Federal, abandonou as obras com cerca de 2,5% da obra concluída. Até o início deste mês a empresa deveria ter entregue 60% das obras concluídas. A prefeitura rescindiu o contrato por inadimplência contratual, depois de notificar a empresa desde janeiro deste ano.

Estão previstas 150 novas unidades habitacionais e mais 30 unidades que terão intervenção na melhoria sanitária. O bairro também ganhará nova iluminação pública, drenagem e pavimentação em lajota de todas as ruas, um ginásio de esportes, uma quadra de futebol de areia, um parquinho infantil e uma academia ao ar livre. Todo o bairro também contará com a regularização fundiária dos lotes e a execução dos passeios, priorizando a acessibilidade. O prazo para finalização de todo o projeto seria de um ano e meio.
Tudo isso tinha um custo total de R$ 7.587.571,67, sendo que R$ 6.901.482,18 são do Governo Federal com a contrapartida da prefeitura de R$ 686.089,49. Para poder fazer licitação, o Poder Executivo precisou atualizar os valores, cerca de R$ 1,5 milhão sobre os valores repassados pelo Governo Federal por conta do município. O município ainda está pagando o aluguel social para 30 famílias deslocadas, a um custo aproximado de R$ 30 mil por mês. Em um ano seria possível, com este dinheiro, entregar 10 novas unidades habitacionais de bom padrão para famílias necessitadas.
O prefeito Anízio de Souza disse que o Programa está sendo reavaliado pela Caixa Econômica Federal (CEF), e uma nova licitação deverá ser lançada em até 60 dias. Enquanto isso as obras permanecem paralisadas.