
O Rio Iguaçu, que abastece as cidades de Porto União e União da Vitória, está cerca de 68 centímetros abaixo da média registrada anualmente na régua localizada nas proximidades da Ponte Machado da Costa, que é de 2,45 metros. Segundo o secretário da Comissão Regional de Prevenção contra enchentes do Rio Iguaçu (Sec Corpreri), Ricardo Dragoni, o rio atingiu nesta terça-feira – até o fechamento desta edição, às 18h, 1,78 metros. Segundo ele, apesar de o rio estar baixo, essa medição ainda está dentro do controle e não é a pior registrada.

O Cel. Rubens Pedro Bom, que é morador entre o clube Concórdia e a Ponte Machado da Costa, confirma que a situação mais crítica de estiagem foi registrada em 1944, 1951 e 1963, onde o nível do Rio Iguaçu ficou em 1,33 metros.
A falta de chuva nas Cidades Irmãs contribui para a diminuição da vazão do rio. A quantidade de volume de água nesta terça-feira esteve em torno de 169 metros cúbicos, o que é considerado baixo, mas normal para esta época do ano.
Pedras a mostraQuem passa nas proximidades da Ponte Machado da Costa, em especial, pode observar as pedras à mostra às margens do rio. O fato é que, segundo Dragoni, neste período de estiagem do Rio, os apreciadores da navegação encontram dificuldades para realizar a prática. O Rio segue alternando baixas medições geralmente de novembro a março.

Usina Foz do Areia
O reflexo do baixo nível do Rio é verificado na Usina Foz do Areia, pois fica um aspecto de deserto nas laterais, segundo Dragoni. “O que acontece é que a usina se encontra em uma situação de calamidade em virtude deste deserto, pois ela deveria ser uma usina de produção em horário de pico, das 7h às 21h. O fato é que a usina produz o dia todo”.