Diferente da cidade irmã, Porto União, a tradicional Feira do Peixe no lado paranaense será realizada nos dias 31 de março, 1º, 2 e 3 de abril. Os dias foram concentrados devido a logística. “Demanda tempo e mão de obra para escoar o tanque, transportar os peixes e vender aqui na cidade. Então os nossos piscicultores preferem fazer tudo de uma vez só, aí eles já conseguem colocar novos alevinos para o ano que vem”, explica o secretário da Agricultura, Antônio Coradin.
Ao todo serão 16 pontos de venda. Contudo, até março, os locais de comercialização do peixe podem alterar dependendo da disponibilidade e preferência do próprio produtor. “São 11 piscicultores, mas eles não são donos de um ponto só”, comenta Coradin. “Em reunião que é decidido tudo. Os que tem preferência por ponto são os mais antigos na praça”, completa.
O preço do quilo do peixe e a quantidade que será comercializada durante os quatro dias da Feira também serão definidas durante encontro entre os piscicultores. Segundo a Secretaria de Agricultura são esperados para este ano entre 13 e 15 toneladas da iguaria.
Mais peixe
Para o próximo ano, conforme o secretário, mais piscicultores irão se juntar ao grupo de União da Vitória. Isso porque uma escavadeira hidráulica recuperou 30 açudes em propriedades da região. Na época, José Carlos Schipitoski, técnico da Emater, comemorou o “renascimento” do centro de piscicultura, bem como dos viveiros particulares dos produtores, a partir da aquisição. “O setor ficou desassistido por algum tempo”, comentou em entrevista ao Comércio.