
Depois que a ala pró Richa foi derrotada na convenção com a ajudinha do deputado Nereu Ramos, que mudou de lado horas antes da convenção do PMDB, o PSDB procura um vice. Ramos tem influência sobre 54 delegados, mas foi apontado como o principal responsável pela vitória do senador Roberto Requião na convenção do partido realizada na sexta-feira, 20.
O presidente estadual do PSDB no Paraná, deputado Valdir Rossoni, declarou ontem que a decisão do PMDB de lançar candidato próprio ao governo do Estado não abala o partido no Paraná. Segundo ele, o PSDB estava preparado para essa possibilidade. “Estávamos organizados para as duas situações. Agora, a eleição volta ao lugar onde estava há quatro anos. Ganhamos as eleições deste grupo que vai disputar conosco. Ganhamos da Gleisi, Requião e Osmar Dias, todos eles juntos, e vamos vencer novamente”, garantiu.
Segundo Rossoni, o PSDB terá apoio de aproximadamente catorze partidos. Nessa semana todos eles se reunirão para definir a chapa majoritária que disputará as eleições de outubro. “Vamos alinhar as pedras no tabuleiro. Temos nossa convenção no domingo, dia 29, e estaremos juntos com o PSB, o PSC, o Democratas e outros. Temos vários nomes para candidato a vice e vamos definir isso nesta semana”, esclareceu.
Segundo o analista político da capital do estado, Fábio Campana, o governador Beto Richa, mesmo não tendo o apoio do PMDB, deverá ficar com metade do tempo de televisão e rádio. Por enquanto, 14 partidos podem lhe doar bom tempo de televisão, além do PSDB: PSC, de Ratinho Junior, provável vice, PSB, PP, PDS, Solidariedade e Democratas e outros nanicos. A outra metade será dividida entre Gleisi Hoffmann, do PT, Requião, do PMDB, Silvio Barros, do PHS, e demais partidos pequenos. O cálculo aproximado entre os três candidatos principais é de cerca 8 minutos para Beto, 4 para Gleisi e 3 para Requião.