SEMANA SANTA: Fé que faz subir MONTANHAS

Para cumprir ritual, fieis da Paroquia São Pedro e São Paulo vão acordar ainda com a escuridão e caminhar mais de uma hora até o pé do Morro da Cruz, em Porto União

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

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Comunidade da Paróquia São Pedro e São Paulo vai caminhar uma hora até o ponto de encontro

Enquanto a maioria dorme, eles acordam cedo. Ainda antes do sol. Levantam da cama, fazem café, se vestem e saem de casa. Tudo isso em um feriado. Mas, é justamente por conta do valor de um descanso especial que uma multidão de fiéis católicos dedicam sua folga em prol da Sexta-feira Santa.

Nas Cidades Irmãs, a programação marca o dia de amanhã como um dos mais especiais do tríduo pascal, iniciado ainda hoje. Porém, é em Porto União que algo neste contexto chama a atenção. Na cidade, três comunidades se encontram, na pracinha perto do Corpo de Bombeiros, para, então, subir ao Morro da Cruz. Ocorre que, uma delas precisa ter uma pitada extra de fôlego para não desistir.

Trata-se dos membros da Paróquia São Pedro e São Paulo, do Bairro São Pedro. Por conta da distância, eles caminham uma hora até o pé do morro e gastam outros 30, 40 minutos, para subir até a imagem de Cristo, em um dos mais visitados endereços na Semana Santa. Até ai, tudo bem. “Mas desde o ano passado, mudamos o horário da procissão para de manhã”, sorri a secretaria da paróquia, Andréia Kerber.

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Jacira admite que a caminhada cansa mas que, sem ela, o dia fica incompleto

Então, por conta do encontro dos fiéis da Matriz e da Capela Santa Catarina (Bairro Santa Rosa), o pessoal da São Pedro e São Paulo precisa sair da comunidade às 6h30 mas, acordar bem antes disso. “Se a gente não vai, parece que falta algo. Cansa um pouco mas a gente descansa depois”, conta Jacira Gonçalves Fediuk, de 55 anos e há cinco moradora do Bairro São Pedro e fiel na procissão. Jacira, que é natural de Porto União, morou em Lages e lá, também era adepta das ações comuns à Sexta-feira Santa. “Tínhamos 500 degraus para subir. E subíamos”, sorri. Por conta da saúde mais frágil, Vera Senff, de 62 anos, vizinha da igreja do São Pedro há 33 anos, não vai participar da procissão. Em 2014 ela também não conseguiu. Mesmo assim, incentiva quem pode. “Subi o morro 14 anos. É uma dedicação que vale a pena. É a nossa fé”, resume.

Caminhada pela paz

Unindo o útil ao agradável, os fiéis em Porto União que participam da procissão vão vestir o branco. A cor é uma sugestão da organização que, neste ano, “protesta” a favor da paz. Na procissão, haverá cartazes e faixas com referências ao tema.

Subindo o Morro da Cruz

Capela Santa Catarina

Saída da comunidade às 7h15

Caminhada até o ponto de encontro: 20 minutos

Matriz de Porto União

Saída da comunidade às 7h30

Caminhada até o ponto de encontro: 30 minutos

Paróquia São Pedro e São Paulo

Saída da comunidade às 6h30

Caminhada até o ponto de encontro: 1 hora

SUBIDA AO MORRO – MAIS 30 MINUTOS

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