Seminário de Agroecologia e Produção Orgânica deve reunir 800 pessoas

Deputada catarinense Luci Choinacki é coordenadora da Frente que está promovendo o encontro. A meta do governo federal é elevar a participação da produção agroecológica no Brasil dos atuais 2% para 15% em dois anos

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Atualizado há 13 anos

Por Andréa Leonora – CNR-SC/ADI-SC/Central de Diários

DSCN2897A deputada federal Luci Choinacki (PT-SC) esteve na sede da Central de Notícias Regionais (CNR-SC) / Central de Diários divulgando o Seminário Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – Garantia de Saúde, Renda e Sustentabilidade. O evento ocorrerá amanhã e quinta-feira, no Auditório Petrônio Portella, do Senado Federal, em Brasília. Luci é a coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa da Agroecologia e Produção Orgânica, que hoje reúne mais de 200 deputados e cerca de 30 senadores. Estão sendo esperadas 800 pessoas para o seminário.

“Nossa intenção é que a Frente não seja estática, mas mobilizadora. E com esse seminário queremos colocar em pauta outra concepção de produção rural, mostrando que existem formas diferentes de produzir, sem veneno. Agroecologia é ciência, é pesquisa, é tecnologia, é renda, é preservação ambiental, é saúde. Há um campo imenso a ser explorado e estamos dispostos a explorar”, disse. De acordo com a parlamentar, apenas 2% da produção de alimentos no Brasil segue os princípios da agroecologia, percentual muito pequeno se comparado a países como França e Itália, por exemplo. A meta do governo federal é elevar o índice para 15% em dois anos e para isso estuda políticas públicas de incentivo à produção agroecológica.

Entre os objetivos do seminário estão dar visibilidade política ao segmento, valorizar os produtores, técnicos e cientistas voltados para essa área e, principalmente, elaborar um Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica que envolverá financiamento, pesquisa, assistência técnica, sementes, insumos, certificação e logística. “Democraticamente, quem quiser plantar com veneno que plante. Mas aquele que escolheu produzir um alimento livre de veneno, deve ter condições para isso. E que o consumidor saiba a diferença entre um e outro produto e possa escolher entre os dois. Quanto mais pessoas se conscientizarem dessas diferenças e optarem pelo produto agroecológico, maior a escala de produção e menor o preço final ao consumidor”, projetou a deputada.

Santa Catarina tem destaque em nível nacional na produção agroecológica. Existem movimentos de agricultores que trabalham exclusivamente com produção livre de agrotóxicos, outros que se dedicam ao resgate de sementes de hortaliças, grãos e frutas em sua forma natural, chamada de semente crioula. Na opinião de Luci Choinacki, o mesmo movimento, de retomada dos processos naturais, deve migrar para a pecuária.

O Seminário Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica tem o apoio da Ação de Cidadania contra a Fome, a Miséria e Pela Vida, dos ministérios da Saúde, do Meio Ambiente, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Desenvolvimento Agrário e da Secretaria Geral da Presidência da República, do governo federal e da Frente Parlamentar Ambientalista. Caixa Econômica Federal, BNDES, Eletrobras, Distribuidora BR Petrobras e Fundação Banco do Brasil aparecem como patrocinadores.

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