O seu nome já ficou para a história: Angélica Aparecida Chuede é a primeira mulher a fazer parte da Companhia de Operações com Cães (COC) do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Natural de União da Vitória, porém com um pé também em Cruz Machado – cidade onde moram os seus familiares, a soldado recebeu a notícia que foi muito comemorada no Paraná. Sua inclusão no Bope aconteceu após fazer um estágio na unidade, onde fez todas as etapas com seu cão Hunter, um pastor-holandês, que, segundo ela, é considerado mais do que um animal de estimação, mas sim, é um amigo.
A profissional cursou Medicina Veterinária e também passou no concurso da Polícia Militar, onde já em 2015 integrou o 27º Batalhão de União da Vitória. Porém, o sonho em ingressar no Bope se manteve mais vivo do que nunca.
Em recente entrevista para a CBN Vale do Iguaçu, a soldado comentou que foram 35 dias de estágio em todas as subunidades do Bope, e somente no COC foram mais 60 dias, com atuação voltada exclusivamente à cinotecnia, que tem o objetivo de treinar e criar cães, geralmente para fins de trabalho, como guarda, proteção, cão militar, entre outros. Ela obteve as melhores notas dos últimos tempos e o seu cão, o Hunter, que tem aproximadamente um ano, tem desempenhado bem as atividades para se tornar um ótimo cão de faro.
De acordo com a soldado, o emprego do cão no serviço policial é o resultado da parceria entre animal e ser humano que se estabeleceu há séculos.
“O cão ainda é considerado o melhor amigo do homem”.
Em muitas situações, segundo ela, o emprego do cão de faro é decisivo para que drogas, armas e outros materiais ilegais sejam encontrados.