Por Mariana Honesko

A história dos irmãos provavelmente é bem mais longa. Mas, aos 52 anos e com apenas um fio de esperança, Irani Antônio dos Santos prefere ser mais direto e simples em sua narrativa. “Fomos separados desde criança, quando éramos de colo ainda. A nossa mãe abandonou meu irmão e minha irmã. Cresci ouvindo que eles tinham morrido”, conta.
A descoberta da versão verdadeira da história tem apenas cinco anos. Foi quando a mãe de Irani, Luiza Borges dos Santos, faleceu. Na arrumação dos pertences dela, ele teria encontrado documentos e cartas, cujas linhas revelavam a real condição dos irmãos. Depois de algum tempo, Irani, que é de Lages (SC), mas trabalha em São Paulo, encontrou sua irmã na cidade de Colombo (PR). Agora, ele quer o abraço do irmão.
Segundo os documentos da mãe, Ernani estaria hoje com 54 anos, teria nascido em Porto Vitória e seria, atualmente, morador de União da Vitória. A definição é fruto de muitos quilômetros na estrada, de visitas intermináveis às delegacias e de um mergulho profundo no passado. “Na verdade a gente não sabe nem se ele está realmente vivo”, explica Irani. “Minha irmã eu consegui achar. Não sei se vai acontecer o mesmo com meu irmão”, completa.
A informação de que Ernani estaria em União da Vitória é de um delegado da capital catarinense. Ele também afirmou que o homem seria morador da Rua Ipiranga e, provavelmente, funcionário da empresa Reunidas. Nenhuma pista, contudo, “bateu”. “Voltar a ficar sem nada mas com esperança de encontrar ele”, diz Irani.
Além dos irmãos, ele também não chegou a conhecer o pai. Do seio familiar, por enquanto, sobram nomes e hipóteses.
Serviço
Qualquer informação sobre Ernani é bem-vinda e pode ser repassada para Irani através do número (49) 8435-1866.