Sobe percentual de participação na coleta seletiva em União da Vitória

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

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(Fotos: Mariana Honesko).

Se depender da atividade cada vez mais participativa da comunidade, os cooperados da Cooperativa de Trabalho dos Agentes Ecológicos de União da Vitória (Coopertrage) vão precisar ampliar sua infraestrutura. A mudança é positiva e fruto da adesão dos moradores do centro e dos bairros até uma semana descobertos pela coleta seletiva. Desde o dia 6, o cenário é bem diferente. Foi há quatro dias que a Secretaria do Meio Ambiente e o projeto Ecocidade, ambos de União da Vitória, iniciaram a coleta do material passível de reaproveitamento.

O processo que agora se estende para todos os bairros da cidade foi testado em fevereiro em São Cristóvão. Os resultados expressivos da participação popular não deixaram dúvidas na decisão da organização em ampliar o processo no município. “No primeiro dia de coleta reunimos quase dez mil quilos de material e a expectativa é de que isso continue durante a semana. A população entendeu o processo”, avalia o secretário de Meio Ambiente, Sidnei Cieslak. Para ele, o saldo da implantação da segunda fase do projeto de coleta seletiva é bom, digno de nota acima da média. “Minha nota é nove”, sorri.

Como funciona o movimento

Desde o dia 6, centro e bairros de União da Vitória podem participar da nova modalidade. Para isso, basta colocar na rua, nos dias e horários da coleta seletiva, os sacos laranja, distribuídos agora e pelos próximos seis meses aos moradores. A Ecovale, empresa que explora a coleta convencional, abre espaço para a interferência da Coopertrage. A cooperativa de recicladores responde pela coleta, a partir de uma frota terceirizada e de associados cooperados, para o serviço braçal. Todo o lixo que pode ser reaproveitado é levado para a unidade de triagem, no Bairro São Sebastião.

Coleta e preparação do lixo ainda têm falhas

Embora o processo de implantação tenha sido marcado por reuniões em todas as comunidades, alguns “ruídos” prejudicam a coleta. Não é raro, por exemplo, encontrar os sacos laranja, distribuídos para a campanha, com lixo orgânico ou com outro tipo de material. Algumas embalagens já foram flagradas “recheadas” com restos da poda de jardim e até pequenas quantidades de entulho. “Neste caso não estamos recolhendo o material. O dia em que isso ocorrer, não vai haver retirada do material. Isso faz parte de um aprendizado e nem a Coopertrage nem a Ecovale vão retirar o material”, enfatiza Cieslak.

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Para José, tesoureiro e cooperado, adesão da comunidade é boa mas preparação do lixo pode ser melhor

De acordo com o tesoureiro, José dos Santos, o novo contingente de lixo está chegando à cooperativa em condições boas, separadas e limpas. Ainda assim, ele acredita que o processo possa ser melhorado. “São Cristóvão respondeu bem e cremos que a cidade vai responder melhor ainda”, diz.

Um dos pedidos mais urgentes envolve a limpeza dos potes, por exemplo. A sugestão é de que eles sejam lavados e que todo o resíduo seja removido. “Porque quando um pote de margarina, por exemplo, cai cheio junto com os outros, prejudica a qualidade do outro material”, explica Santos.

Na primeira semana, novos oito cooperados são contratados

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Silmara comprou até tablet: novos tempos depois da cooperativa

Com menos de uma semana de execução, o trabalho feito pela Cooperativa já revela os primeiros resultados. O mais nítido é o número de funcionários. Até o dia 6, os cooperados eram 42. Agora, são 50 trabalhadores. Na prática, o resultado é ainda mais importante: por mês, cada associado recebe R$ 1 mil, em média. Os benefícios envolvem ainda recolhimento do INSS, transporte e três refeições – café, almoço e lanche.

Aos 38 anos e há oito meses na Coopertrage, Silmara dos Santos trocou o guarda-louça e presenteou um de seus cinco filhos com um tablet, luxo até bem pouco tempo de difícil alcance. “O trabalho é muito bom. Não dá para trocar”, afirma a cooperada, moradora do Bairro Limeira.

 

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