SOLIDARIEDADE: Crianças de Matos Costa ganham festa

Mais de cem crianças receberam o carinho de professora aposentada do município

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Atualizado há 8 anos

13770255_509556452571761_7695072920105128207_nAs sacolas distribuídas estavam cheias com brinquedos e objetos (bola, carrinhos, bonecas, cadernos, lápis, roupas, joguinhos) e também alguns doces. Mas o que realmente ficou cheio foi o coração. Ficou cheio de alegria e realização. Foi assim que a professora aposentada Lydia Carneiro descreveu seu dia, no sábado, 23 de julho. Cumprindo uma missão que pratica há 14 anos, ela promoveu uma festa para crianças carentes do município de Matos Costa.

Lydia explica que a ideia de reunir as crianças surgiu para comemorar o Natal, em 2002. No início, eram poucas crianças. Mas a cada ano o número crescia. Há alguns anos ela se mudou para uma residência com um pátio grande e viu que poderia acolher mais crianças na festa. E assim, o encontro acontecia, cada vez maior. Porém, o Natal de 2015 ficou sem a comemoração. Ela não estava motivada para fazer a 14ª festa das crianças em sua casa. Além de outros motivos, o clima chuvoso daquele ano não animava ninguém a fazer algo ao ar livre. “Rezei muito pedindo para que Deus me iluminasse e motivasse, me indicando que caminho seguir.” Suas preces foram ouvidas e, em um dia de julho, acordou com uma vontade imensa de fazer sua tradicional festa. A motivação chegou forte e o desejo de ver as crianças sorrindo e pessoas felizes movimentou sua casa, especialmente, contando com a ajuda de sua família e amigos. “Montamos a estrutura com bancos e mesas, enfeitamos com balões todo o pátio e preparamos um cardápio com cachorro-quente e bolos. Então, era só esperar as crianças”, conta.

13775448_509556245905115_761366558103252102_nE elas vieram em número maior que todas as outras festas: 109 no total. Todas acompanhadas de um adulto da família. Ao analisar a comunidade em que vive há anos, onde foi professora e construiu sua vida, Lydia entende que a maioria das pessoas não tem condições financeiras de fazer uma festa como essa. Mas muitas se ofereceram para ajudar na preparação da festa, doando um pouquinho do seu tempo. Ela conta que se emocionou quando foi pagar os serviços de um senhor que a ajudou na preparação dos bancos e das mesas. “Ele disse que não podia fazer uma festa como aquela, mas que o serviço dele para a festa acontecer ele poderia doar. E assim o fez!”. A professora sugere que as pessoas façam isso pelo menos uma vez para sentirem essa sensação. “Eu fiquei mais feliz que as crianças. Eu sei que fiz algo bom e isso é gratificante. Deu vontade de sair cantando pela rua, pois a festa deu certo, o espaço ficou ótimo, o dia estava lindo. Minha missão, mais uma vez, foi cumprida.”