Sonho realizado para eles e outras 243 famílias

Edmilson e Suzamar dos Santos receberam com festa as chaves da casa própria. Cerimônia no Panorama sela mais uma etapa do Minha Casa Minha

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Atualizado há 13 anos

Por Mariana Honesko

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Cerca de 800 famílias foram contempladas com a entrega das chaves

Foi uma cerimônia digna para incrementar os números do programa Minha Casa Minha Vida, do governo Federal. Nesta segunda-feira, 24, outras 244 chaves foram distribuídas no Conjunto Habitacional Horst II, no Panorama, distrito de São Cristóvão. Os números entram para uma lista considerável, que prevê a finalização de outras três milhões de moradias ainda neste ano.

Hoje, foi a vez de aproximadamente 800 pessoas, moradoras de União da Vitória, vibrarem com as chaves da casa própria. Para o casal, Edmilson e Suzamar, elas representam a abertura de novas possibilidades. “É um sonho realizado”, sorriem. Hoje, o casal mora nos fundos da casa do pai de Edmilson, no bairro Bom Jesus. No novo imóvel, vão pagar R$ 53 mensais.

Casas populares - detalhe - se couberAs cifras replicam-se na comunidade e de acordo com o formato do programa, ninguém vai pagar mais que R$ 80 para ser dono de um imóvel novo, localizado em terrenos de até 200 metros quadrados, com dois quartos, sala, cozinha, banheiro: tudo dentro dos padrões de acessibilidade e sustentabilidade. “As casas tem aquecimento solar, podem ser aumentadas com o tempo e todas elas têm espaço para serem adaptadas caso haja necessidade”, explica a presidente da Companhia Municipal de Desenvolvimento e Habitação (Cihab), Marilda Machnick. As casas respeitam, ainda, o percentual exigido para mobilidade especial. Os 3% preconizados pelo governo Federal obriga portas com 90 centímetros de largura e giro às cadeiras de roda de 360º nos banheiros, por exemplo.

As casas do Horst II ficam em uma área de 80 mil metros quadrados, cuja reserva propõe, inclusive, a construção de uma praça e área de lazer. O investimento é de R$ 15 milhões. “É uma benção de Deus”, sorriu a dona-de-casa, Maria Aparecida Farias, de 46 anos que vai dividir a casa própria com o marido, o aposentado, Joaquim Fernandes dos Santos, de 76 anos, e outros dois filhos. Será sua vizinha a aposentada, Juraci Isabel dos Santos, de 51 anos. “Vou sair do aluguel. Isso é uma alegria para minha vida”, diz.

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Juraci Isabel dos Santos

Muito mais que representar uma virada de página na vida de centenas de moradores, o programa teve outros reflexos na região. Alguns deles foram especialmente destacados na cerimônia de entrega das chaves. O deputado federal, Ângelo Vanhoni (PT), por exemplo, fez em seu breve pronunciamento, uma linha do tempo desde o inicio das obras na região. “O programa é um dos mais bem sucedidos no Brasil. União da Vitória há dez anos não tinha condições de fazer programas de baixa renda para dez famílias. Agora pode e isso representa mais. A construção movimenta a construção civil e quando isso movimenta, todo o resto acompanha”, afirmou. “Tem gente comprando comida, roupas, uniforme das crianças. Este programa resolveu problemas sociais do país”, completou.

O presidente da Cohapar, que hoje, 24, representou o governador, Beto Richa, defendeu o desejo dos moradores e elogiou, entre outros aspectos, a estrutura de cada imóvel. “Além disso o conjunto tem asfalto e chama outros empreendimentos”, sorriu, Munir Chaowicheé.

Além dos visitantes de Brasília, o prefeito, Pedro Ivo Ilkiv, do vice, Jair Brugnago, representantes da Caixa Econômica Federal (CEF) e da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), também acompanharam a solenidade. O empresário, Horst Waldraff, que empresta seu nome para batismo do conjunto, foi homenageado. Os imóveis foram construídos em terrenos seus, a partir de uma negociação mais adequada ao projeto social.

Casas populares - 02Tijolo por tijolo

O Minha Casa Minha Vida é um programa Federal destinado para famílias de baixa renda. A prefeitura tem como contrapartida a seleção de quem vai morar em cada uma das casas. Os imóveis são padrões e há variação de preços, de acordo com a renda dos moradores. As parcelas oscilam entre R$ 25 e R$ 80 e a quitação ocorre em dez anos. A partir da entrada na residência, os moradores têm liberdade para ampliar a estrutura. É possível construir mais cômodos, garagem e cercar o imóvel.

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