
O acidente que tirou a vida de 51 pessoas e deixou outros oito feridos passa por uma investigação criminal. O desfecho de toda a história cabe à equipe da Polícia Civil de Joinville (SC) que, tem um mês para apontar as causas do episódio e eventuais responsabilidades.
Conforme já noticia a imprensa regional, duas testemunhas foram ouvidas pela polícia no Hospital São José. Elas confirmam a troca de ônibus após a saída de União da Vitória por conta de problemas mecânicos. As testemunhas falaram ainda que receberam passageiros de uma van, que acompanhava o primeiro ônibus, no mesmo trajeto. Os depoimentos aumentam as suspeitas de que houve problemas nos freios do ônibus da empresa Costa e Mar e que a falha, poderia ter causado o acidente.
A investigação vai levantar também eventuais irregularidades na atuação da empresa e nas condições em que o motorista se encontrava na ocasião do acidente. “Vai buscar a regularidade dessa empresa, se estava autorizada a fazer esta viagem, se tinha registro da viagem e qual era a regularidade documental da empresa. Buscará também responder, com relação ao condutor, se estava em seu estado de saúde normal, se foi acometido por mal súbito, se havia ingestão ou não de substâncias não permitidas”, disse o delegado regional Dirceu Silveira Júnior, em entrevista ao jornal, A Notícia.
Relembre o acidente
A maior fatalidade da história em rodovias de Santa Catarina ocorreu no dia 14, quando 51 vítimas, passageiros do Costa e Mar, de União da Vitória, morreram após a queda do ônibus em uma ribanceira, na Serra Dona Francisca. Oito pessoas, inclusive duas crianças – de dois e três anos – sobreviveram e seguem em recuperação. O motorista do ônibus era dono da empresa e também faleceu.