Por Mariana Honesko

O calendário não deve sofrer alterações. As aulas na Uniguaçu e no Centro Universitário da Cidade de União da Vitória (Uniuv) retornam já na próxima semana. Na Uniguaçu, cerca de 3,2 mil acadêmicos são esperados entre os dias 3, para calouros, e 10 de fevereiro, para veteranos. Na Uniuv, quase dois mil alunos são esperados também no dia 10.
A soma de egressos deixa a direção das duas instituições com dor de cabeça. Na verdade, o sentimento é duplo: o número que agrada também assusta. Mais preocupada está a equipe da Uniguaçu.
A instituição fica no bairro Rio d’Areia, próximo a um dos principais entroncamentos de União da Vitória. O trânsito da autovia João Reolon, que passa na lateral do prédio central da instituição, compromete a chegada e saída dos professores, funcionários e alunos. Neste ano, o problema deve ficar ainda maior. “Estamos com um novo estacionamento, justamente na João Reolon. Os alunos vão atravessar a rodovia para chegar na faculdade”, pontua o coordenador de Comunicação e Marketing, Cléber Augusto dos Santos.
A Uniguaçu já mapeou o que precisa e acredita que não é necessário tanto investimento. Bastariam, conforme a coordenação, mais placas de sinalização e novas faixas para pedestres. As medidas poderiam minimizar o impacto do transito intenso. “Na saída e na entrada da aula, o trânsito não anda. Na hora do pico é assim”, lembra Cléber. A médio prazo, a equipe sugere também mudanças nos sentidos das ruas.
O efeito do trânsito intenso afeta em menor escala a Uniuv. A instituição fica cerca de 1,5 quilômetro da Uniguaçu mas também tem problemas por conta dos efeitos do entroncamento da autopista.

Conforme o secretário de Planejamento da prefeitura, Jamar Clivatti, não há ainda nada concreto para alterações no local. Ainda assim, ele sinaliza interesse em ajustar o que é possível. “A prefeitura vai entrar em contato com a Uniguaçu para ver uma solução”, garante.