Uma luta sem distinção em tons rosa

O câncer de mama masculino, mesmo não sendo comum, acomete um homem a cada cem mulheres

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Atualizado há 14 anos

Todos caminhando por um só objetivo e com uma só cor. (Jaqueline Castaldon/Jornal O Comércio)

Todos caminhando por um só objetivo e com uma só cor. Assim foi a caminhada da Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC), em parceria com o Instituto Avon, que aconteceu na manhã de terça-feira, 9, em União da Vitória.

A marcha também faz parte da programação do Outubro Rosa, campanha internacional de luta contra o câncer de mama. Em nossas cidades, as atividades tiveram início no começo do mês. A programação segue até o dia 30 de outubro.

Para a presidente da RFCC, Giórgia dos Passos Schwegler, a adesão em nossas cidades foi surpreendente. Ela lembra também que o diagnóstico precoce em 95% dos casos tem cura. Por isso a importância da conscientização das mulheres e também dos homens, afinal eles também podem ter câncer de mama.

Giórgia dos Passos Schwegler – Presidente da RFCC e Taís Bormann Forosteski – Instituto Avon. (Jaqueline Castaldon/Jornal O Comércio)

Câncer de mama masculino
Os homens também possuem glândulas mamárias e, por isso, estão propícios a adquirir o câncer de mama. Para cada cem casos em mulheres, existe um caso em homens. O câncer de mama masculino é muito raro e também, até agora, muito pouco estudado.
Segundo estudos, o câncer de mama masculino acomete os homens entre 60 e 70 anos, bem diferente dos casos femininos, que atingem mulheres acima de 40 anos.

Na maioria dos casos de câncer de mama masculino o diagnóstico da doença acontece de forma tardia, o que dificulta o tratamento, podendo assim haver metástase, ou seja, transferência do câncer para outra parte do corpo e em vários casos o óbito do paciente.
Como em todos os casos de câncer, a causa ainda é desconhecida.

Especialistas acreditam que alguns fatores podem ajudar a surgir a doença com mais freqüência, como fatores genéticos, ambientais, hormonais e ainda doenças como orquite, infertilidade, puberdade tardia, criptorquidia (não descimento de um ou dos dois testículos para a bolsa escrotal), hérnia inguinal congênita, orquiectomia (retirada cirúrgica do testículo, em virtude de, normalmente, processos tumorais), excesso de peso e dieta rica em gorduras.

“Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer” (Santo Agostinho). (Jaqueline Castaldon/Jornal O Comércio)

Diagnóstico
O diagnóstico tardio do câncer de mama masculino se deve a não realização do autoexame – muitas vezes por preconceito, ou até mesmo pela dificuldade no diagnóstico precoce. Também é feito através do histórico do paciente e de exames de mamografia, ultrassonografia e biópsia do tumor.

Sintomas
Os sintomas são o aparecimento de nódulos na região da auréola – bico do peito, secreções no mamilo, retração do mamilo, alterações no volume da mama e ulceração do mamilo.

O tratamento
Como os outros cânceres, o de mama masculino depende de que estágio o tumor está. O tratamento é feito através de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.
Segundo a RFCC, nos 15 anos de atuação apenas um caso de câncer mama masculino foi registrado em nossas cidades.

 

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