
A 2ª Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência aconteceu na tarde de ontem, no Auditório do Colégio Túlio de França, em União da Vitória. O evento não ficou restrito a propostas, mas também tomou decisões sobre políticas públicas a respeito das pessoas com deficiência. O tema do evento este ano foi “Um olhar através da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência: Novas perspectivas e desafios”. O Estado do Paraná conta com a participação de 20 cidades no Conselho dos Direitos das Pessoas com Deficiência. A cidade de União da Vitória faz parte do grupo.
O evento iniciou com a composição da mesa de trabalhos da tarde formado pela presidente Conselho dos Direitos dos das Pessoas com Deficiência de União da Vitória, Ivanira Maria Costa de Souza, Secretário de Ação Social, Osni Nunes, Promotora de Justiça, Rosana Maria Longo – que também foi a palestrante da tarde, Secretária de Educação, Marli Brugnago, Assistente Social, Silmara Amarantes – que na ocasião representou o secretário de saúde Dr. Luis Carlos Abrão, vice-diretora do Colégio Túlio de França, Soraia Bakri e representando as pessoas com deficiência, Marco Antonio Dalpra. Portadores de necessidades especiais do município participaram do evento apresentando seus anseios.
A tarde contou com a apresentação de quatro eixos temáticos: Educação, esporte, trabalho e reabilitação profissional; Acessibilidade, comunicação, transporte e moradia; Saúde, prevenção, reabilitação, órtese e prótese; Segurança, acesso a justiça e proteção social adequada. Também foram escolhidos os delegados para a Conferência Estadual. O evento foi finalizado por volta das 17h 30, com o plenário final e servido um Coffee Break.
De acordo com Ivanira, o objetivo foi buscar melhorias aos portadores de deficiências físicas, sensoriais e intelectuais de nossas cidades. “Precisamos promover melhorias de acessibilidade visando garantir melhor qualidade de vida e uma maior participação das pessoas com deficiência”.
Em muitas ruas de União da Vitória, os passeios para pedestres não são adaptados para todos. Um exemplo desse problema é a ausência do piso tátil, que indica o caminho para os cegos. Mesmo com as marcações, andar em alguns locais continua a ser um desafio. Marco Antonio Dalpra é deficiente visual e reclama que as calçadas sem rebaixamento não permite que os cegos percebam a diferença entre o passeio e as ruas e avenidas, podendo causar acidentes. “Gostaria que as autoridades olhassem por nós e aprimorassem as calçadas da cidade. Isso não deveria ser um pedido, mas sim uma atenção espontânea das autoridades com as pessoas que apresentam necessidades especiais”, desabafa.
Para quê olhos quando se tem amor?
Certamente você já deve ter visto este simpático casal circulando pelas ruas das Cidades Irmãs. Um casal que é exemplo de vida para muitos. Marco Antonio Dalpra e Ivone do Nascimento vêem o mundo com o coração. Marco perdeu a visão na fase adulta, depois de um grave acidente de carro. Um traumatismo craniano afetou a sua visão. Já Ivone deixou de ver as cores do mundo aos seis anos. Ainda menina, foi se embelezar. Resolveu então pintar as unhas. Mas antes disso, alguém havia dito a pequena que deveria aquecer o esmalte. Ivone fez isso. Colocou o esmalte no fogo. O vidro estourou acarretando a falta de visão na criança.
Os anos passaram. Ivone morava em Florianópolis, capital catarinense. Certo dia, Marco que é natural de União da Vitória, vai a busca de tratamento na cidade de quem seria o seu futuro amor: Ivone. Durante uma consulta e outra, Marco conhece Ivone. O amor aflorou entre os dois. Certos disso, Marco e Ivone casaram–se recentemente. O fato de um não saber como é a face do outro não importa. Segundo eles, para quê olhos quando se tem amor?