UNIÃO DA VITÓRIA: Orgulho do passado, de olho no futuro

População quer garantia de economia forte, empregos, saúde e educação para um futuro mais próspero

·
Atualizado há 13 anos

cidade
(Foto: Bruna Kobus/Jornal O Comércio)

A história de União da Vitória já foi contada em prosa e verso e é motivo de orgulho para todo Paraná. Desde o Entreposto de Nossa Senhora da Vitória em 1769 até os dias de hoje, União da Vitória experimentou transformações e busca identidade econômica, demográfica e cultural dentro do jovem estado do Paraná. Mas o que se está fazendo para as futuras gerações continuarem se orgulhando de nascer e viver em União da Vitória?

Se no século XX, União da Vitória se orgulhava de ser a capital da madeira, com forte atividade primária (leia-se extrativista), hoje luta para consolidar a diversificação. Contudo, União da Vitória ainda se pergunta: é melhor ser especialista em uma atividade industrial ou tentar ser competitivo em vários setores? Grandes empresas madeireiras como Irmãos Fernandes, Thomazzi, Selectas, MEC, Bordin, foram símbolos da riqueza extrativista. São empresas familiares que sucumbiram às transformações da indústria moderna. Outras ainda sobrevivem diversificando a linha de produção, como a Madeireira Miguel Forte e Dissenha.

A indústria passou no início dos anos 2000 para a segunda posição como setor mais relevante para a economia da cidade. O setor terciário atualmente é o maior gerador de todo o PIB municipal. A economia de União da Vitória está em processo de diversificação. Aqui na região sul do Paraná encontra-se 30% da produção nacional de esquadrias de madeira. A região também produz laminados, compensados, papel, casas pré-fabricadas e outros derivados da madeira, representando 80% do PIB regional.

O que quer a população?

Nove entre dez moradores em União da Vitória citam melhorias que precisam ser implantadas ou fortalecidas por meio de políticas específicas. As três principais coincidem com a demanda nacional: saúde, educação e trabalho. Com dois hospitais que oferecem UTIs neonatal e UTI adulto, além da hemodiálise, a Associação de Proteção à Maternidade e a Infância (APMI) consolidam o padrão de excelência em média complexidade, junto com o Hospital São Bráz, em Porto União. Aos poucos a atenção básica de saúde tenta progredir.

O grande salto, segundo o prefeito Pedro Ivo Ilkiv, é a otimização de recursos e a implantação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com recursos do governo federal. Pedro Ivo reconhece que é preciso mais, gastando melhor os poucos recursos existentes.

A educação infantil precisa aumentar quantitativamente o número de vagas e continuar avançando na qualidade do ensino ofertado. O entrave está no ensino médio, onde mais escolas precisam ser construídas e as que existem necessitam de profundas reformas físicas. No ensino superior a cidade já goza de status de polo de educação. O Instituto Federal do Paraná promete ser o maior investimento do ensino profissionalizante da história do município.

A segurança pública é outra grande aspiração. O sonho de União da Vitória como município polo da região é a transformação da 2ª CIPM em Batalhão de Polícia Militar. A sociedade cobra maior estrutura de Polícia Civil, e essa resposta ainda é tímida por parte do governo do estado. É preciso trabalhar mais, cobrar mais e direcionar União da Vitória para um futuro mais promissor.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!