
Uma reforma aqui outra ali. Um quarto a mais, ou apenas trocar o piso da cozinha que já não está tão bom. Esses são alguns dos exemplos das reformas mais comuns na casa dos brasileiros. Chamado de autoconstrução, a modalidade está presente nos planos de 28% dos brasileiros neste ano, conforme pesquisa divulgada em dezembro.
Com essa onda de reforma, o setor de venda de materiais de construção espera movimentar até o final de 2013 R$ 76 bilhões.
Quem vende comemora esses números. Com expectativa de crescimento das vendas do chamado “consumo formiga”, ou seja, pequenos construtores e pequenas reformas que impulsionam esse ramo e fazem com que as lojas especializadas sobrevivam.
Os “puxadinhos” de União da Vitória
A expectativa de crescimento também é aguardada em União da Vitória e Porto União. Quem garante isso é Emerson Cecchin, gerente de uma tradicional empresa de materiais de construção. “Nós sobrevivemos da classe média. Dos pequenos construtores e das reformas em geral.”
Para ele, os campeões de venda ainda são os materiais brutos, ou seja, tijolo, cimento, cal e areia. “É nesse material que tudo começa.”
Antigamente, a preocupação de quem queria reformar era preços baixos. Hoje, o que manda mesmo é a qualidade do material. As empresas também investem na diversidade, são cores, tamanhos e formas diferentes, que agradam os olhos do consumidor e impulsionam as vendas. “Não podemos reclamar, os negócios estão indo bem”, comenta Emerson.
Outro ponto que incentiva as vendas são as facilidades em financiamentos de casas novas ou apenas para reformas. O governo Federal tem hoje vários programas de incentivo a casa própria como o Minha Casa Minha Vida.
“Hoje o acesso a financiamentos é mais fácil e isso reflete no material de construção”, comenta o gerente.
Mas a procura por materiais de construção não acontece só aqui. Emerson destaca que toda semana o caminhão de entrega segue também para os municípios da região. Bituruna e Mallet são os destinos mais rotineiros das entregas.