VIDA NOVA: Registros de crianças aumentam no Vale do Iguaçu

Contudo, mulheres estão engravidando mais tarde e optando por apenas um filho

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Atualizado há 10 anos

Parece que as mulheres de União da Vitória e Porto União estão engravidando mais neste ano e um pouco mais tarde. Esses são – pelo menos – os dados dos três cartórios de registro civil do Vale do Iguaçu que fazem essa contagem. Apesar de o sistema não mostrar com exatidão a idade dos papais e mamães, ou o sexo das crianças que são registradas. Na avaliação dos cartórios a maioria registrada é do sexo feminino e as mamães estão, em geral, entre 25 e 35 anos.

Em União da Vitória, por exemplo, somente de 1º de janeiro até a terça-feira, 27, foram registrados 754 bebês. Conforme a funcionária do cartório, Ana Selma Guinzan, no ano passado todo foram registradas 1.104 crianças.

Outro cartório, no São Cristóvão, que também é responsável por esse tipo de serviço, registrou 30 crianças desde janeiro até esta terça-feira. No ano passado foram 62 registros.

Do lado de Porto União, apenas um cartório é responsável pelos registros. Por lá em 2015 foram 390 crianças. Contudo, somente neste ano, desde janeiro até agora, foram registradas 246. Conforme os cartórios o aumento é claro, levando em conta que o ano ainda nem terminou. Contudo, não destoa da Síntese de Indicadores Sociais, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano passado com dados compilados em 2014.

GrXXficoXPopulaXXXXoO levantamento mostra que a taxa de natalidade está contida no País, assim como a de fecundação, ou seja, de quantos filhos cada mulher opta a ter. No caso, em 2015 os números mostravam 1,74 filhos para cada mulher. Muito diferente de uma década atrás, quando o número médio de filhos era de 2,14 nascidos vivos por mulher. Uma queda de 18,6%. Reflexo na proporção de crianças e adolescentes, que com até 14 anos vem caindo e ficou em 21,6% em 2014. Em 2004, eles eram 27,1% da população.

Em todas as regiões do País o número vem caindo, mas é aqui no Sul que as mulheres têm a menor taxa de fecundidade (1,60 filho por mulher). Apesar da redução, o Norte é a região com a maior taxa (2,16 filhos por mulher).

Além de terem menos filhos, as mulheres estão decidindo tê-los mais velhas. Em 2004, 18,4% das que davam à luz eram adolescentes de 15 a 19 anos. Dez anos depois essa proporção caiu para 17,4%, ainda alta na avaliação do próprio IBGE. No grupo de mães adolescentes, 40,4% moravam na região Sudeste, 63,2% tinham entre 15 e 17 anos, 56,3% eram pretas ou pardas, 73,7% ainda estavam na escola e 14,7% não trabalhavam e nem estudavam.

O IBGE apontou ainda que a proporção de lares formados por um casal com filhos diminuiu nos últimos dez anos. Em 2004, 51% dos domicílios no Brasil tinham essa configuração; em 2014, essa parcela era 42,9%. Ao mesmo tempo, em 2014, um em cada cinco arranjos familiares era formado por casal sem filhos.

Os dados do IBGE mostram também que a velocidade em que a população brasileira está envelhecendo. Entre 2004 e 2014, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, a proporção de idosos passou de 9,7% para 13,7%. No sentido contrário, no mesmo período, as pessoas com até 29 anos, que correspondiam a 54,4% em 2004, em uma década, diminuíram sua participação para 45,7% de toda a população brasileira.

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