Jussara Lima trabalha com a coleta de materiais recicláveis em União da Vitória. Na manhã de ontem indagou nossa reportagem sobre o destino correto para o lixo eletrônico. A moradora ficou inúmeras vezes sem saber a destinação correta do material. E você, sabe dizer qual seria o destino correto?
A pergunta foi refeita para a sócia proprietária da empresa Ecovale Tratamento de Resíduos Urbanos de União da Vitória, Scheila Antunes de Lima. Segundo ela, a responsabilidade legal da destinação correta desse lixo é da própria pessoa que o detém. Ressalta ainda que a Ecovale realiza um trabalho particular – mediante o pagamento de uma taxa extra, para realizar o encaminhamento do material para reciclagem, sem agredir o Meio Ambiente, pois geralmente esses materiais acabam sendo abandonados anonimamente na natureza ou em frente das residências, o que entra em desacordo com o Código de Postura da cidade “de que não se deve poluir visualmente a fachada das residências”.
A sócia proprietária da empresa lembra que os produtos eletrônicos possuem uma gama de componentes que, além da lenta decomposição, podem ser extremamente tóxicos para a saúde dos humanos, de animais e das plantas.
As prefeituras de Porto União e União da Vitória estabelecem um contrato com a Ecovale sobre a coleta de lixo específico, como é o caso de lixo orgânico e comercial. O destino destes materiais são os aterros localizados na Colônia Papuã em União da Vitória e no Legru em Porto União.
Taxa extra
Mediante o pagamento da taxa extra para a Ecovale a mesma oferece a destinação correta para os lixos eletrônicos, como é o caso de computadores e televisores, entre outros. A destinação é feita para as cidades vizinhas de Curitiba e Rio Negrinho. O valor da taxa varia conforme a quantidade e o peso do material disponível para o descarte. A mesma situação é válida para a destinação das lâmpadas fluorescentes.
Lixo eletrônico
A produção de lixo eletrônico no Brasil, por habitante, foi recentemente considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como a maior entre os países emergentes. A preocupação envolve tanto a necessidade de fazer a reciclagem e reaproveitamento de parte desse material, como a tentativa de minimizar os impactos desse descarte, para evitar que substâncias potencialmente tóxicas às pessoas e ao meio ambiente poluam ainda mais as nossas cidades.