VOE PARANÁ: Entenda como irá funcionar os voos

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Atualizado há 7 anos

(Foto: Reprodução/Gol).
(Foto: Reprodução/Gol).

O programa Voe Paraná, lançado no dia 7 de agosto pelo Governo Estadual, irá implantar dez novas rotas de voos domésticos ligando a capital Curitiba ao interior do Estado. O objetivo do programa é potencializar o desenvolvimento de municípios entre 32 mil e 155 mil habitantes.

Custo

O preço das passagens ainda não foi divulgado oficialmente, mas segundo Sandro Alex de Oliveira, secretário estadual de Infraestrutura e Logística, em entrevista à Gazeta do Povo, informou que os preços irão variar entre R$250 a R$350, dependendo proporcionalmente da distância e da antecedência da compra, seguindo a regra da oferta e procura.

Início dos voos

A princípio, as primeiras viagens devem iniciar em outubro, porém, existe a possibilidade de nem todos os trechos anunciados comecem a operar já de início. Isso porque alguns aeroportos podem não estar ainda habilitados para pousos e decolagens.

Cidades incluídas

As cidades que serão ligadas à Curitiba pela ponte aérea do programa são:

  • Arapongas;
  • Campo Mourão;
  • Cianorte;
  • Cornélio Procópio;
  • Francisco Beltrão;
  • Guaíra;
  • Paranavaí;
  • Paranaguá;
  • Telêmaco Borba;
  • União da Vitória.
Frequência dos voos Curitiba/União da Vitória

Os voos entre Curitiba e União da Vitória acontecerão três vezes por semana, nos domingos, terças e quintas-feiras.

Todas as rotas terão uma frequência de três vezes por semana, exceto entre Curitiba e Campo Mourão, e Curitiba à Paranaguá, que terão uma frequência de quatro voos semanais.

União da Vitória não será origem e nem destino final dos voos, e sim uma parada entre Curitiba e Francisco Beltrão, o que não diminui sua frequência.

Voo Curitiba ⇒ União da Vitória

O voo sai de Curitiba às 12h15 e realiza uma parada União da Vitória às 13h10. Sai de União da Vitória às 13h25 e chega em Francisco Beltrão às 14h20.

Voo União da Vitória ⇒ Curitiba

O voo sai de Francisco Beltrão às 14h35 e realiza uma parada em União da Vitória às 15h30. Sai de União da Vitória às 15h45 e chega em Curitiba 16h40.

A frequência e horários dos outros voos do programa está disponível na Gazeta do Povo.

Aeroportos

Atualmente, não são todos os aeroportos que estão prontos. O secretário Sandro Alex reconhece que alguns aeródromos precisam de obras para que a operação seja possível, como os de Paranaguá e Paranavaí, por exemplo.

De acordo com a apuração da Gazeta do Povo, o aeroporto de Guarapuava está em fase de homologação pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o de Telêmaco Borba está atualmente interditado.

A maioria dos aeródromos listados não conta com o aparato técnico exigido para voos comerciais, como sistema de vistoria por raio-x (inspeção de passageiros e bagagens despachadas). Assim, quem embarcar em um desses aeroportos rumo a Curitiba terá de desembarcar e reembarcar, caso queira seguir viagem para outra localidade, para passar pelo processo de segurança e controle de acesso, diferente do que acontece em conexões entre aeroportos mais estruturados.

Atualmente, nenhum dos 12 aeródromos possuem serviços de tráfego aéreo, como torre de controle. Porém, é possível fazer a operação sem esses profissionais. As unidades também não contam com bombeiros e outros tipos de suporte que, por um lado encarecem o serviço e, por outro, fornecem mais segurança aos passageiros.

Avião

O modelo escolhido de aeronave para realizar os voos é o Cessna 208 Caravan com 12 lugares, sendo 9 para passageiros.

Por ser uma aeronave pequena, criou uma certa desconfiança sobre a sua segurança nos voos, já que a maioria dos acidentes aéreos acontecem com aviões de pequeno porte, que parecem ter menos estabilidade no ar pelo seu tamanho.

O piloto consultado pela Gazeta do Povo destacou que o Caravan tem 15 metros de envergadura de asa, dando condições de planar em caso de problemas técnicos, e a decolagem de todas as aeronaves só acontecem se as condições meteorológicas forem propícias.

Ele destacou ainda que, se não fosse com aeronaves pequenas, nem seria possível operar em alguns aeródromos previstos no Paraná, já que o tamanho da pista e o nível de rigidez do asfalto não traria condições de segurança para receber aviões maiores.

O primeiro protótipo do Caravan foi criado nos anos 1980 e, desde então, ele é usado tanto para transporte de pessoas quanto de encomendas.

O avião tem a asa alta e um único motor turboélice, que tem tecnologia semelhante à dos motores jatos. A diferença é que nesse caso as hélices ficam para o lado de fora.

Com essas características, o custo de operação do Cessna 208 Caravan é mais baixo, independentemente do tipo de voo, seja para transporte de cargas, de passageiros, executivos ou militares.

No Brasil, é usado pela Força Aérea e também por empresas de transporte de passageiros, como foi o caso da TAM, no passado. É um dos modelos preferidos para a região amazônica, por causa da adaptabilidade para levar cargas e pessoas.

Segundo a Aviation Safety Network, o  Cessna 208 Caravan apresenta níveis de segurança semelhantes aos de outros aviões da categoria. Desde a entrada em serviço em 1984, foram registrados 219 acidentes com a aeronave em todo o mundo, sendo que 81 deles ocorreram em voos de transporte de passageiros. No total, 460 pessoas morreram.

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