
A falta de profissionais para o Instituto Geral de Periciais (IGP) de Porto União parece estar próxima do fim. Esse período pode chegar a três meses, conforme indicou o Deputado Estadual, o Doutor Vicente Caropreso (PSDB/SC) durante visita ao município nesta terça-feira, 30.
“Peritos criminais serão designados para cá; uma visão otimista em 3 meses”. A declaração do deputado aconteceu durante entrevista para a rádio CBN Vale do Iguaçu. Caropreso estava acompanhado do Prefeito de Porto União Eliseu Mibach. O político foi questionado sobre o Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina (IGP), de Porto União, que está sem peritos há mais de dois anos.

Recentemente, Caropreso esteve no IGP de Florianópolis, com lideranças políticas e lhe foi confirmado que o Concurso Público para a contratação de profissionais já foi realizado. “Então os peritos criminais serão designados para cá, ainda não sei quantos, mas virão; em uma visão mais otimista creio que em três meses”, disse.
Acrescentou que tramita na Assembleia Legislativa de Santa Catarina um Projeto de Lei de Descentralização de recursos dentro da área de segurança pública e, com isso, é possível estabelecer um orçamento especial para o IGP, como é o caso de Porto União. “A esperança é essa”, confirma.
MP atuando no caso
Em fevereiro de 2019, o Ministério Público de Porto União (MP-SC) ingressou com uma Ação civil Pública contra o Estado de Santa Catarina. Na época foi aberto um inquérito civil aberto para apurar a falta de peritos criminais no município.
Na ação, o promotor Rodrigo Kurth Quadro queria que o Estado de Santa Catarina fosse condenado à obrigação de nomear, no prazo de 15 dias, e manter pelo menos um perito criminal para atuar no Núcleo Regional de Perícias de Porto União.
Porém, o Governo recorreu da decisão alegando falta de recursos para a colocação de um profissional e melhoria na estrutura da Unidade de Porto União.
Longa espera
Dois casos evidenciaram a necessidade de uma melhor estrutura para o IGP de Porto União. Um deles, em 8 de abril de 2018, a família de Irene Kapica, esperou mais de 100 dias para a liberação de seus restos mortais. A mulher então com 56 anos, morreu em um incêndio Rua Camarista João Clausen, no Bairro São Francisco.
Por estar carbonizado, o corpo não pôde ser identificado, com isso foi solicitado um exame de DNA no Laboratório de Análises em Florianópolis, que realizada o serviço para o governo do Estado. Porém, a demora na liberação do resultado impediu a família de emitir a certidão de óbito de Irene.
O caso mais recente foi do motoboy João Souza que morreu em um acidente no dia 22 de junho no cruzamento das Ruas Padre Anchieta e Felipe Schimitt, em Porto União.
O corpo do jovem ficou por várias horas no local até a chegada de um perito vindo da cidade de Videira. O caso gerou revolta de familiares e amigos do motoboy.