A ampliação da Usina de Foz do Areia, localizada no Rio Iguaçu, entre os municípios de Pinhão e Bituruna, no Paraná, entrou em uma nova etapa com a chegada dos primeiros equipamentos de grande porte. As estruturas de aço, que pesam aproximadamente 55 toneladas cada, serão utilizadas na instalação de duas novas unidades geradoras de energia.

A obra, conduzida pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), prevê investimentos de R$ 1,3 bilhão e deverá elevar em cerca de 50% a capacidade instalada da hidrelétrica, uma das principais estruturas de geração de energia do Paraná.
Os equipamentos recebidos são revestimentos metálicos dos tubos de sucção, responsáveis por conduzir a água de volta ao rio depois de sua passagem pelas turbinas.
Fabricadas em Assaí, no Norte do Paraná, as peças exigiram uma operação especial de transporte devido ao peso e às dimensões. O deslocamento até a usina levou dois dias. A previsão é que os componentes sejam posicionados e soldados em dezembro.
Usina terá duas novas unidades geradoras
Atualmente, a Usina de Foz do Areia possui quatro unidades geradoras, com capacidade instalada de 1.676 megawatts (MW). Com a ampliação, serão acrescentados outros 860 MW, distribuídos em duas novas unidades de 430 MW cada.
Quando o projeto estiver concluído, a potência total da hidrelétrica chegará a 2.536 MW.
Um dos fatores que facilitam a execução da obra é o aproveitamento de estruturas previstas ainda no projeto original da usina, desenvolvido na década de 1970.
Na época, foram construídos dois poços adicionais na casa de força, destinados justamente à instalação de futuras unidades geradoras. Esses espaços serão utilizados agora, reduzindo a necessidade de novas intervenções na estrutura.
De acordo com o gerente do projeto de ampliação da Copel, Lorival Antunes da Silva Junior, o aproveitamento dos poços existentes permite concentrar os trabalhos na instalação dos equipamentos, diminuindo custos e o tempo de execução.
Ampliação não terá novas áreas alagadas
Outro aspecto destacado pela Copel é que a ampliação da Usina de Foz do Areia não exigirá desapropriações nem provocará o alagamento de novas áreas.
O reservatório continuará operando nas condições atuais, enquanto a estrutura de transmissão de energia passará por modernizações para receber a capacidade adicional.
A conexão da hidrelétrica com o Sistema Interligado Nacional já possui condições para atender ao aumento de potência. Parte dos equipamentos da subestação instalada na usina será atualizada.
Novas unidades devem operar em 2030
O cronograma estabelece que as duas novas unidades geradoras entrem em operação comercial até 1º de agosto de 2030, prazo definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Com a conclusão dos trabalhos, a hidrelétrica ampliará sua participação na geração de energia elétrica e reforçará a capacidade de atendimento do sistema nacional.
A chegada dos primeiros equipamentos de grande porte representa um avanço na execução do investimento bilionário, que utilizará parte da infraestrutura existente para aumentar a produção de energia sem ampliar a área ocupada pelo reservatório.