Catadores apoiados pela Itaipu farão coleta de resíduos da COP30 em Belém

Quarenta catadores de quatro cooperativas atuarão na conferência, com estrutura modernizada, diárias e participação na renda dos recicláveis.

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Atualizado há 4 meses

Geração de renda e sustentabilidade durante a COP30

Os catadores apoiados pela Itaipu na COP30 terão papel fundamental na coleta de resíduos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que será realizada em Belém entre os dias 10 e 21 de novembro.

Ao todo, 40 catadores de quatro cooperativas – Concaves, Filhos do Sol, Aral e ACCSB – atuarão na operação, fruto de uma parceria entre Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec e Prefeitura de Belém. O objetivo é estruturar, qualificar e valorizar o trabalho dos catadores, transformando os resíduos da conferência em fonte de renda.

Pâmela Massoud, secretária executiva de Inclusão Produtiva da Sezel | Foto: Juliana Maia/Sezel
Pâmela Massoud, secretária executiva de Inclusão Produtiva da Sezel | Foto: Juliana Maia/Sezel

Estrutura e capacitação com investimento da Itaipu

A coleta será realizada entre 23h e 6h, com diárias de R$ 200 por catador, durante todo o mês de novembro, abrangendo o período de preparação, realização e desmontagem do evento. Além da diária, os trabalhadores terão participação nos ganhos com a venda dos materiais recicláveis.

As cooperativas receberam infraestrutura reformada, com banheiros, vestiários e áreas administrativas, além de novos equipamentos – esteiras, prensas, balanças e caminhões-baú. As melhorias visam aumentar a produtividade e garantir segurança e dignidade aos trabalhadores.

Essas ações fazem parte de um convênio de R$ 41,8 milhões firmado entre Itaipu e a Prefeitura de Belém, que também contempla educação ambiental e instalação de biodigestores em 36 escolas municipais, aproveitando resíduos orgânicos para gerar gás de cozinha.

Enio Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu | Foto: William Brisida/Itaipu Binacional
Enio Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu | Foto: William Brisida/Itaipu Binacional

Transformação na vida dos catadores

Antes do apoio, os catadores trabalhavam em condições precárias. “O telhado não protegia, havia risco de choque e mesas improvisadas”, contou Débora Baia, presidente da Concaves.

Com as reformas, a cooperativa passou a operar em formato semelhante a uma linha industrial. “A expectativa é que a remuneração suba de R$ 1.300 para cerca de R$ 3.500”, completou Débora.


Modelo replicado do Coleta Mais

A iniciativa segue o modelo do Coleta Mais, programa integrante do Itaipu Mais que Energia, já consolidado no Paraná e Mato Grosso do Sul. Desde 2018, o Itaipu Parquetec utiliza a ferramenta Reciclômetro, que registra dados sociais e econômicos das Unidades de Valorização de Reciclagem (UVRs).

Nos últimos sete anos, o programa resultou em 200 mil toneladas de materiais reciclados, evitando a emissão de 390 mil toneladas de CO₂ e poupando o corte de mais de 2,6 milhões de árvores. Atualmente, o projeto beneficia 4.600 catadores em 254 municípios, com investimentos de R$ 330 milhões.

Débora Baia, presidente da Concaves | Foto: Kiko Sierich/Itaipu Parquetec
Débora Baia, presidente da Concaves | Foto: Kiko Sierich/Itaipu Parquetec

Reconhecimento e inovação sustentável

Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, o programa une benefícios ambientais e sociais. “Com mais estrutura e capacitação, o catador tem seu trabalho valorizado. Há cooperativas em que os associados chegam a receber mais de R$ 4 mil mensais”, afirmou.

Outro destaque é o barco movido a hidrogênio verde, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA). A embarcação será usada pelos catadores na coleta de recicláveis nas ilhas próximas a Belém, eliminando emissões de gases de efeito estufa e reforçando o compromisso da Itaipu com a sustentabilidade e inovação.

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