Geração de renda e sustentabilidade durante a COP30
Os catadores apoiados pela Itaipu na COP30 terão papel fundamental na coleta de resíduos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que será realizada em Belém entre os dias 10 e 21 de novembro.
Ao todo, 40 catadores de quatro cooperativas – Concaves, Filhos do Sol, Aral e ACCSB – atuarão na operação, fruto de uma parceria entre Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec e Prefeitura de Belém. O objetivo é estruturar, qualificar e valorizar o trabalho dos catadores, transformando os resíduos da conferência em fonte de renda.

Estrutura e capacitação com investimento da Itaipu
A coleta será realizada entre 23h e 6h, com diárias de R$ 200 por catador, durante todo o mês de novembro, abrangendo o período de preparação, realização e desmontagem do evento. Além da diária, os trabalhadores terão participação nos ganhos com a venda dos materiais recicláveis.
As cooperativas receberam infraestrutura reformada, com banheiros, vestiários e áreas administrativas, além de novos equipamentos – esteiras, prensas, balanças e caminhões-baú. As melhorias visam aumentar a produtividade e garantir segurança e dignidade aos trabalhadores.
Essas ações fazem parte de um convênio de R$ 41,8 milhões firmado entre Itaipu e a Prefeitura de Belém, que também contempla educação ambiental e instalação de biodigestores em 36 escolas municipais, aproveitando resíduos orgânicos para gerar gás de cozinha.

Transformação na vida dos catadores
Antes do apoio, os catadores trabalhavam em condições precárias. “O telhado não protegia, havia risco de choque e mesas improvisadas”, contou Débora Baia, presidente da Concaves.
Com as reformas, a cooperativa passou a operar em formato semelhante a uma linha industrial. “A expectativa é que a remuneração suba de R$ 1.300 para cerca de R$ 3.500”, completou Débora.
Modelo replicado do Coleta Mais
A iniciativa segue o modelo do Coleta Mais, programa integrante do Itaipu Mais que Energia, já consolidado no Paraná e Mato Grosso do Sul. Desde 2018, o Itaipu Parquetec utiliza a ferramenta Reciclômetro, que registra dados sociais e econômicos das Unidades de Valorização de Reciclagem (UVRs).
Nos últimos sete anos, o programa resultou em 200 mil toneladas de materiais reciclados, evitando a emissão de 390 mil toneladas de CO₂ e poupando o corte de mais de 2,6 milhões de árvores. Atualmente, o projeto beneficia 4.600 catadores em 254 municípios, com investimentos de R$ 330 milhões.

Reconhecimento e inovação sustentável
Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, o programa une benefícios ambientais e sociais. “Com mais estrutura e capacitação, o catador tem seu trabalho valorizado. Há cooperativas em que os associados chegam a receber mais de R$ 4 mil mensais”, afirmou.
Outro destaque é o barco movido a hidrogênio verde, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA). A embarcação será usada pelos catadores na coleta de recicláveis nas ilhas próximas a Belém, eliminando emissões de gases de efeito estufa e reforçando o compromisso da Itaipu com a sustentabilidade e inovação.