A Itaipu Binacional mobilizou equipes, materiais e recursos financeiros para apoiar a reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu, município do Centro-Sul do Paraná devastado por um tornado na última sexta-feira (7). A empresa liberou R$ 200 mil, via Fundo de Auxílio Emergencial (FAE), destinados à compra de combustível para tratores e escavadeiras que atuam na limpeza e retirada de entulho.
Segundo a gerente da Divisão de Iniciativas de Responsabilidade Social, Luciany Franco, o valor já foi repassado à prefeitura. “Agora estamos tentando agilizar a doação de equipamentos e acompanhando de perto as necessidades das instituições locais para definir novas formas de atuação”, explicou.
No sábado (8), o primeiro caminhão com materiais saiu de Foz do Iguaçu em direção à cidade. A equipe da Superintendência de Materiais da Itaipu organizou a remessa de telhas, garrafas de água, rolos de papel higiênico, copos plásticos, sacos de lixo, lanternas, pás e enxadas — itens essenciais para o início da reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu.

Apoio técnico e humano
O chefe do Corpo de Bombeiros da Itaipu, Márcio Marquetto, também acompanha os trabalhos. Ele destacou que o foco agora é estrutural. “Felizmente, o número de vítimas graves foi pequeno. O esforço é de reconstrução, religação de energia e comunicação, e Itaipu está presente para dar suporte logístico”, afirmou.
De acordo com o superintendente de Obras e Desenvolvimento, Kleber da Silva, engenheiros do Conselho Regional de Engenharia e da Itaipu estão fazendo vistorias nas edificações para classificar os níveis de dano e definir prioridades de recuperação. A sede da Prefeitura é o primeiro prédio a ser reconstruído, seguida de escolas e creches.
“Estamos elaborando orçamentos e especificações técnicas que serão fundamentais para as licitações. A prefeitura tem apenas um engenheiro civil, então nossa equipe está colaborando diretamente com a parte técnica das obras”, ressaltou Kleber.

Clima de solidariedade
Kleber, que acompanhou a atuação da Itaipu na COP30 em Belém, relatou o impacto de ver de perto os efeitos de uma tragédia climática na região. “É uma sensação difícil, mas o clima de cooperação é muito forte. Há várias frentes de voluntariado e doações, e os materiais de construção já começam a chegar às áreas atingidas”, descreveu.
O Simepar confirmou que o fenômeno foi um tornado, com ventos superiores a 200 km/h, que destruiu parte significativa da cidade. Rio Bonito do Iguaçu foi uma das localidades mais afetadas pela frente fria que passou pelo Paraná, provocando danos em diversas regiões.