Itaipu e MEC avançam com obras do Campus Arandu da Unila no Paraná

Ministro da Educação vistoriou projeto financiado pela Itaipu em Foz do Iguaçu, com entrega parcial prevista para 2026

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Atualizado há 1 mês

(Foto: William Brisida/Itaipu Binacional).

O ministro da Educação, Camilo Santana, visitou nesta terça-feira (20) o canteiro de obras do Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), empreendimento financiado pela Itaipu Binacional e executado em parceria com o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops). A cooperação tem garantido ritmo acelerado à retomada do projeto, paralisado por cerca de uma década.

Durante a agenda, o ministro vistoriou os três edifícios em construção: o restaurante universitário com biblioteca, o bloco de salas de aula e a torre administrativa.

Ministro da Educação, Camilo Santana

Santana destacou a importância do investimento para o fortalecimento da educação pública e para a ampliação da oferta de ensino superior na região.

“Quero agradecer à Itaipu e ao diretor-geral brasileiro, Enio Verri, pelos investimentos essenciais que têm contribuído para esse avanço”, afirmou.

Segundo o ministro, a conclusão do campus representa um marco para o Brasil, para o Paraná e para Foz do Iguaçu, ao consolidar a Unila como um polo estratégico de integração acadêmica latino-americana e de formação de qualidade.

Diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, ressaltou o valor simbólico e histórico do empreendimento, projetado por Oscar Niemeyer.

“A última obra de Niemeyer será um marco para a América Latina”, declarou. Ele destacou ainda que, além do impacto educacional e científico, a obra gera empregos imediatos e, quando concluída, fortalecerá o potencial turístico e econômico da região.

Inclusão social e sustentabilidade

A visita também evidenciou as ações de responsabilidade social desenvolvidas no canteiro de obras. Trabalhadores de diferentes estados relataram a importância de participar de um projeto com impacto duradouro. O encarregado-geral Marcial Félix Santos, natural de Sergipe, destacou o orgulho de integrar a equipe. “É gratificante fazer parte de uma obra que vai contribuir com a educação”, afirmou.

O líder de equipe Felipe da Silva Santos Vasconcelos ressaltou que a retomada das obras representa oportunidade de crescimento profissional e pessoal. “Além do emprego, é a chance de conhecer novos lugares e ampliar a experiência”, comentou.

(Foto: Assessoria).

O gerente de projetos do Unops, Rafael Esposel, explicou que o canteiro segue diretrizes de inclusão social, com participação de mulheres e grupos prioritários. “Estamos integrando cerca de 40 egressos do sistema penal, fortalecendo a diversidade da mão de obra”, informou.

O projeto também incorpora critérios de sustentabilidade, como reaproveitamento de água da chuva, iluminação em LED e sistemas de climatização com eficiência energética até 40% superior ao projeto original.

As obras do Campus Arandu foram retomadas em 2025, com financiamento da Itaipu e acompanhamento da Unila e do Ministério da Educação (MEC). A conclusão total está prevista para 2027, com a primeira entrega — o prédio do restaurante universitário e da biblioteca — estimada para junho de 2026.

Participaram da visita o diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni; a assistente do diretor-geral brasileiro, Silvana Vitorassi; a reitora da Unila, Diana Araujo Pereira; o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinícius David; além de representantes das empresas responsáveis pela execução e fiscalização das obras.

Visita ao Jardim Universitário

Após a vistoria no canteiro de obras, o ministro visitou o campus do Jardim Universitário, acompanhado pela reitora da Unila. O imóvel, anteriormente alugado pela universidade por mais de uma década, foi desapropriado por utilidade pública e adquirido com recursos da Itaipu.

No local, Camilo Santana conversou com professores, servidores e estudantes, visitou salas de aula e laboratórios da área da saúde e recebeu uma carta de representantes indígenas com reivindicações relacionadas à permanência estudantil e à valorização da diversidade cultural.

Ao final da agenda, o ministro destacou que o fortalecimento da Unila reforça o compromisso com a educação pública, a integração regional e a cooperação entre os povos latino-americanos.

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